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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Instalando Ubuntu 13.04 com GNOME Shell 3.8


Há muita gente ansiosa por experimentar o GNOME Shell 3.8 e não têm tido êxito em fazê-lo no Debian, mesmo no SID ou Experimental. Bom, tenho que admitir que a melhor forma de conseguir isso é no Ubuntu 13.04, e foi o que fez e relatou Bill Toulas no blog World of Gnome.
Nesse post transcrevo uma adaptação traduzida das instruções do Toulas.
Primeiramente você precisará da imagem do Ubuntu 13.04 conseguida em aqui e proceder com a instalação da forma habitual. Claro que você acabará no ambiente Unity e, se tentar instalar o GNOME pelos repositórios do sistema terá apenas o GNOME Shell 3.6.

Para instalarmos a versão 3.8 precisaremos adicionar apenas mais dois repositórios (ou três, se você gosta de aventuras). Mas eles não podem ser adicionados simultaneamente. Primeiro adicionamos o repositório do GNOME 3Team e prosseguir com a atualização normal com os seguintes comandos:
sudo add-apt-repository ppa:gnome3-team/gnome3
sudo apt-get upgrade

Agora devemos adicionar o repositório Ricotz testing que contém pacotes de ponta do Shell, gtk, glib, clutter e demais aplicativos. Adicione-os assim:
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/testing
sudo apt-get upgrade

Se você quiser obter alguns componentes mais recentes do Gnome e arriscar a estabilidade do sistema ainda mais, então você pode usar o repositório de teste Ricotz staging que pode ser usado corretamente apenas se tiver adicionado os dois anteriores.
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/staging
sudo apt-get upgrade

Após a atualização, você terá mais recente versão do Gnome Shell disponível, com muitos aplicativos e utilitários da versão correspondente. Note que alguns ainda vão ficar na versão 3.6.x, pelo menos por enquanto.

Você não pode usar qualquer uma das extensões, temas GTK ou GS que você está usando no Gnome 3,6, devido à incompatibilidade de costume, mas você pode e deve testar a sua portabilidade, se você é um criador, para ser um dos primeiros a oferecer conteúdo para a versão 3.8.

Fonte:World of Gnome

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mudando a aparência do GNOME Shell


Já fazem dois anos em que o GNOME Shell foi lançado e ainda vejo muitos usuários reclamando que não sabem personalizá-lo. Nessa época eu até fiz um post para servir de alguma orientação e esse outro de como instalar extensões. Tudo bem que nos primeiros meses de lançamento do GNOME 3 haviam poucas ferramentas de configuração do mesmo no gnome-control-center (Configurações do Sistema) e o gnome-tweak-tool (Advanced Settings) acabou surgindo para suprir essa demanda e foi adotada como ferramenta oficial. Eu até penso que a mesma já deveria ser unificada ao gnome-control-center e ser uma de suas opções de ferramenta.

Bom, mas o que é necessário para mudarmos completamente a aparência do nosso desktop? Se sua instalação já não tiver vindo com o gnome-tweak-tools instalado você terá que instalar ele e outro pacote para fazer as mudanças em seu desktop:
sudo aptitude install gnome-tweak-tool gnome-shell-extensions

Abrindo o gnome-tweak-tool você, primeiramente, necessita ativar a extensão User Themes.

O gnome-tweak-tool tem como uma das opções Temas, cuja sub-opções mais importantes são:

Tema de janelas - aqui, ao escolhermos um tema, modificamos o contorno das janelas das aplicações e, principalmente, sua barra superior e seus botões de controle (minimizar, maximizar e fechar).

Shell theme - é por esta opção que instalamos os temas para o shell anteriormente baixado de algum lugar. Mas há que se ter cautela pois não é qualquer tema que pode ser instalado. Atente para a indicação do autor do tema quanto à versão do shell para o qual ele foi feito. Instalar temas de versões diferentes podem até funcionar de cara mas deixará o sistema instável.

Tema do GTK+ -  você já deve ter notado que algumas aplicações, como o Firefox ou o Google Chrome, podem ficar com uma aparência um pouco diferente do restante do sistema. Isso se dá porque, mesmo você estando no Gnome 3, essas aplicações ainda estão usando o GTK 2. Por esse motivo, muitos temas incluem arquivos de configuração para para GTK 2 e GTK 3. Outros também exigem motores extras de renderização como o unico e o murrine. Fique atento para as exigências de cada pacote de temas e instale as dependências exigidas antes de instalar um tema. Geralmente a instalação das engines satisfazem-se com o seguinte comando:
sudo aptitude install gtk2-engines-murrine gtk3-engines-unico

As demais opções são implícitas e você deve saber do que se trata, como Tema de ícones, Tema de associação de teclas, Cursor theme, etc. Nos repositórios Debian temos vários temas que podem ser instalados, mas você pode também fazer o download de outros em sites como o gnome-look.org e deviantart.com. Os pacotes baixados desses sites são instalados da seguinte maneira:

Cursores e ícones - devem ser descompactados na pasta ~/.icons.
Temas para o Shell ou GTK - descompacte-os na pasta ~/.themes ou instale-o diretamente pelo gnome-tweak-tool indicando o pacote compactado de onde você fez download.
Fontes - os pacotes devem ser descompactados na pasta ~/.fonts.

Todas as pastas indicadas ficam no seu diretório home e o "." na frente dos nomes das mesmas fazem com que elas fiquem ocultas. Caso elas não existam crie-as.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Faça buscas na internet a partir do GNOME Shell


Que tal realizar pesquisas na internet sem ter que antes abrir o browser para isso? Essa é a funcionalidade oferecida pela extensão Web Search Dialog. Usando a tecla de atalho Super+Espaço abre o box de diálogo para pesquisa onde você deve digitar sua pesquisa, clicar na tecla ENTER e seu navegador padrão será aberto com o resultado desejado. Caso o navegador já esteja aberto, outra aba será aberta com o resultado de sua pesquisa.

 A praticidade é tanta que, no próprio box de pesquisa, são apresentadas sugestões de pesquisa e até mesmo definições com imagem como o box de ajuda do mecanismo DuckDuckGo.














Com essa extensão é possível escolher qual motor de pesquisa desejamos utilizar bastando utilizar a tecla TAB. Ela já vem com vários motores de pesquisa mas podemos acrescentar mais.

Mecanismos de busca

Box de configuração

















Abaixo temos a relação de todas as funcionalidades disponíveis:

* Resultado instantâneo/definição (ajuda DuckDuckGo) com imagens dentro do diálogo;
* Sugestões de pesquisa;
* Histórico com limite configurável;
* Escolha o seu mecanismo de pesquisa padrão;
* Adicione múltiplos motores de pesquisa;
* Tecla TAB para ver e escolher um motor de pesquisa da lista existente;
* Ctrl+Shift+V para colar e pesquisar;
* Ctrl+Shift+G para colar e ir (URL);
* Ctrl+(1-9) para acionar sugestão de pesquisa ou item na lista do histórico;
* Adicione palavra-chave para cada motor de busca;
* Adicione palavra-chave para ir diretamente a uma URL.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sessão similar ao GNOME Fallback Mode retornará no GNOME 3.8


Depois de anunciarem que o GNOME Fallback Mode seria descartado na versão 3.8 do GNOME Shell gerou-se um alarido tremendo na comunidade opensource e os desenvolvedores resolveram voltar atrás.

Debarshi Ray, um desenvolvedor GNOME, contou que uma opção visualmente semelhante ao GNOME 2.x (mas não idêntico) virá na tela de login (GDM) do próximo 3.8. Entretanto, eles não desejam chamar essa opção nem de Fallback Mode e tampouco de GNOME Classic. O nome ainda será pensado.

Essa alternativa ao GNOME Shell constará de uma barra de tarefas superior com um menu de aplicativos, um chaveador alternativo de janelas (ALT + TAB), botões de minimizar e maximizar virão por padrão nas janelas, etc.


Apesar de vir como uma opção de sessão a mais, esse modo "classic" é proporcionado por um conjunto de extensões criadas para o shell denominadas de “classic-mode” build infrastructure.

O GNOME 3.8 será oficialmente lançado no dia 28 de março de 2013.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Aplicações voltadas para o conteúdo serão o próximo passo no Gnome Shell


O Gnome Shell tem ganhado novos recursos e funcionalidades a cada liberação de nova versão. Desde seu lançamento em abril de 2011, novidades foram surgindo aos poucos como o Gnome Contas Online, integração entre a tela de bloqueio e a origem de entrada, melhorias na lista de Atividades, novo desingner da Bandeja de Mensagens, mais recursos no Configurações do Sistema, etc. Apesar de todas as principais forças de trabalho parecerem mais ativas no núcleo do sistema também há uma preocupação no desenvolvimento de aplicações de conteúdo. 

Sensíveis ao fato de que o usuário de computador atual adora produzir e compartilhar conteúdo, o time de desenvolvedores estão trabalhando no desenvolvimento de recurso que proporcionem uma melhor maneira do usuário acessar e trabalhar com conteúdo. A ideia é complementar as aplicações atuais para que as mesmas atendam às novas necessidades do usuário de forma objetiva e rápida, proporcionando ao mesmo maneiras de pesquisar e encontrar o conteúdo produzido ou disponibilizado com coisas como busca rápida e integração à nuvem. 

Um bom exemplo desse comprometimento com a nova abordagem ao conteúdo pode ser visto nas funcionalidades que vêem sendo acrescentadas ao gerenciador de arquivos em vez de se criar uma nova aplicação só para suprir essa demanda.

Entretanto, um conjunto de novas aplicações de conteúdo estão sendo pensadas com o intuito de fornecer uma maneira rápida e fácil de trabalhar com o conteúdo e integrá-lo na nuvem. A ideia é que, mesmo sendo aplicações diferentes, seja utilizada um conjunto de componentes de interfaces que podem ser reutilizadas em cada uma dessas aplicações.

Abaixo vemos alguns mockups do que os desenvolvedores planejam para o futuro do Gnome Shell.

Documentos
A aplicação Documentos já está disponível há algum tempo e tem sido melhorada a cada versão. Atualmente ela tem a aparência abaixo em meu Debian Wheezy (Gnome 3.4):

Mas vejamos o mockup.

Música


Fotos

Vídeos


O Totem está se encaminhando para tornar-se a aplicação Vídeos. A aplicação Fotos está em seu estágio inicial e algumas atividades tem sido direcionadas em torno da aplicação Fotos e Música. Ainda há a aplicação Transferências, que ainda está apenas no papel, mas cujo uso será para o compartilhamento do conteúdo do usuários para as nuvens e redes sociais através de um implemento na aplicação Contas Online.

Fonte: afaikblog

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Liberado Gnome Shell 3.7.2 com suporte para provedores de pesquisa


Acaba de ser liberado o Gnome Shell 3.7.2 com várias correções de bugs, mais de 20 novos efeitos visuais, está mais ágil e com uma significativa nova funcionalidade: suporta configurações de provedores remotos de pesquisa. Praticamente quase todos os pequenos aspectos do Gnome Shell receberam alguma alteração ou polimento, o que o torna a melhor de todas as versões até aqui. Mas as melhorias mais notáveis ficam por conta da busca integrada e da filtragem nas notificações. Todas essas mudanças foram realizadas a nível de aplicação de patches no GCC e podem ser verificadas no vídeo abaixo. 

Confira a lista completa das melhorias para essa versão World of Gnome. Aguardem o Gnome Shell 3.8 em breve!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Gnome 3.8 contará com módulo que apresentará o desktop ao usuário

Visando ambientar melhor os usuários provindos do sistema Janelas ou mesmo usuários de desktops mais simples, os desenvolvedores do Gnome Shell pretendem adicionar um módulo interativo chamado de Gnome Initial Setup (GIS), possivelmente uma parte no Gnome 3.8 e tudo já devidamente aprimorado para as versões posteriores. 

GIS - Gnome Initial Setup

O módulo de Configuração Inicial (Gnome Initial Setup - GIS) é dividido em duas etapas: assim que o usuário loga-se pela primeira vez lhe é apresentada uma tela para criação de sua conta perguntando-lhe sobre todos seus dados de contato que serão utilizados em todos os aplicativos do sistema, como Gnome Contas Online, Empathy, Evolution, etc. Findando-se essa configuração inicial o GIS questiona o usuário se o mesmo deseja fazer um tour para conhecer o sistema (Welcome Tour). Ao aceitar o novo Guia de Introdução do Gnome será lançado inicializando um vídeo em tela cheia demonstrando as diferentes formas de lançar aplicações, funcionamento do sistema de notificações, comportamentos da área de trabalho, etc. Após esse vídeo introdutório o Yelp entra em cena com todo seu índice de conteúdo, agora com vídeos demonstrativos para aqueles que têm preguiça de ler. O vídeos serão disponibilizados apenas em cinco línguas diferentes, mas todos eles contarão com legendas de acordo com a localização do sistema.

Novo Yelp com conteúdo interativo

Acredita-se que o maior desafio será a tentativa de introduzir os usuários (principalmente usuários Janeleiros) na dinâmica de funcionamento dos espaços de trabalho (Workspaces) já que, mesmo no Gnome 2.x ou mesmo no Unity poucos são os que realmente sabem aproveitar os benefícios desse recurso. No Gnome 3 os espaços de trabalho são cidadãos de primeira classe, sendo o seu recurso mais poderoso e peça chave para desfrutar todo o potencial do mesmo. Muitos dos que reclamam de perca de produtividade no Gnome Shell assim pensam por tentarem utilizar o desktop atual como utilizavam seus antecessores. É aqui que começa a quebra de paradigma do atual Gnome. 

Abaixo temos um exemplo de como poderão ser os vídeos que virão com o GIS:

O Gnome Ajuda (Yelp) está sendo totalmente reprojetado e algo como o que vemos a seguir poderá ser sua nova cara.
Gnome Ajuda redesenhado

Infelizmente os usuários do Ubuntu, mint ou qualquer outra distro que utilizam-se do LightDM não poderão beneficiar-se desse módulo pois o mesmo requer o GDM ou GOA.

Você ainda tem dúvidas de que o Gnome Shell poderá atender suas expectativas?

Gnome Shell 3.6.2 liberado



Na data de hoje, 14 de novembro, o Gnome está anunciando seu segundo e último lançamento de correções de erros importante para a série 3.6 e, de agora em diante, todo o trabalho será voltado para a série 3.8. O Gnome Shell 3.6.2 como aconteceu com o 3.6.1, traz muitas correções mas gostaria de ressaltar uma que será do interesse dos usuários do Ubuntu. Sob o número 683060 no bugzilla, trata-se de um erro que ocorria no bloqueio de tela em instalações Unity, sendo uma incompatibilidade do Gnome e Ubuntu sobre GDM e LightDM.

Outra correção interessante é a de número 685915 relativo a um bug com drivers gráficos da Intel. Neil Roberts, que é membro da Equipe de Visualização de Desktop Intel diz que retirou parte de um código que nada mais era que uma "gambiarra" que permitia contornar esse bug no próprio Shell. A retirada desse código deve-se por conta de Roberts ter incluído um patch no próprio Mesa 9.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

GNOME Shell focando nos menus touchscreen


Foram publicadas na página do Live GNOME algumas imagens sobre a evolução gráfica que encontraremos nas próximas versões do GNOME 3. O objetivo das mudanças é tornar os aplicativos mais rápidos, leves e simples utilizando os chamados Mega Menus, que são menus suspensos onde é possível acessarmos outros recursos do aplicativo utilizado. Tais mudanças já começam a ser disponibilizadas juntamente com a versão 3.6 para algumas aplicações mas aos poucos alcançarão todo o ambiente. Vê-se claramente a intenção da facilidade de utilização em dispositivos touchscreen. Entretanto, o ponto negativo da utilização desse tipo de menu está no fato de que não podem abrigar sub-menus em árvore, sacrificando assim algumas funcionalidades ou pelo menos o fácil acesso às mesmas.

Segue algumas imagens dos novos mockups:

Mega Menu no Epiphany

Firefox

Eye of GNOME


domingo, 11 de novembro de 2012

GNOME volta a ser o desktop environment padrão no Debian e do Linus Torvalds


Em meados de agosto foi anunciado que o Debian passaria a adotar o Xfce em vez de GNOME em seu tasksel no Git. A razão para a mudança devia-se ao fato do XFCE possuir uma quantidade menor de pacotes que o GNOME de modo que sua área de trabalho caberia inteiramente no primeiro CD de instalação do Debian enquanto que o GNOME só tenderia a crescer e teria de ser dividido entre os dois primeiros CDs. 

Houveram muitas especulações a partir desse anúncio, alguns até apontando que os desenvolvedores do Debian estavam desgostosos com o GNOME, que este estava fadado ao fracasso, etc, etc. Na verdade, segundo as threads nas listas de discussões do GNOME, tudo não passava de um esforço articulado na tentativa de abalar a credibilidade do GNOME para com seus usuários para que um outro desktop pertencente à uma determinada empresa acabe por dominar o nicho do open source. Teorias conspirativas à parte, o fato é que os desenvolvedores não ficaram de braços cruzados e botaram a mão na massa para a solução desses problemas.

Passaram-se pouco mais de dois meses desde então, o terceiro beta do debian install foi lançado tendo a equipe de desenvolvedores conseguido empurrar mais pacotes do GNOME  para o 1º CD de instalação e o GNOME está de volta como o tasksel padrão. Com um commit feito no final de outubro, é descrito simplesmente como "again revert xfce default (mais uma vez reverter padrão xfce)".

Claro, o XFCE continuará disponível, mas o GNOME volta a ser novamente o padrão como "o ambiente de trabalho para instalar quando a tarefa desktop está selecionada."  

Provavelmente nem todos os usuários do Debian estão sabendo que o GNOME agora não possuirá mais seu fallback mode, o que irá exigir que os usuários tenham uma GPU de aceleração 3D, ou então serão forçados a usarem LLVMpipe. Entretanto, essa mudança não é válida para o Wheezy, já que essa mudança é para o GNOME 3.8, enquanto que o Debian 7 está com a versão 3.4.

Em tempo, há também a notícia de que Linus Torvalds novamente voltou para o GNOME depois de um curto período de tempo aventurando-se no desktop KDE. Segundo as próprias palavras de Torvalds:

"Eu tenho que dizer, as coisas estão muito melhor agora do que eram há um ano, estou realmente voltando a usar o Gnome 3, eu não gostei de algumas outras coisas que eles fizeram, mas eles foram corrigindo problemas,  agora ainda existem extensões que são ainda muito difícil de encontrar, mas há extensões que você pode fazer a sua área de trabalho parecer quase tão boa como costumava olhar 2 anos atrás."

Nada como um dia atrás do outro!

 Fonte: World of GNOME

Nos passos do GNOME Shell


Para quem me conhece (ao menos virtualmente) sabe que tenho usado o Openbox como gerenciador de janelas em meu Debian Wheezy (sabor CrunchBang Linux - Waldorf) há algum tempo. Passei a amar o CrunchBang e toda sua comunidade tão livre e atenciosa como qualquer outra do universo Debian. Meu desktop OpenBox é simplesmente perfeito para mim e para o meu estilo minimalista de ser e viver. Tinha configurado tudo ao meu gosto e lançava qualquer aplicativo com um simples conjunto de atalhos de teclado. Apesar de tê-lo instalado em meu notebook Dell de uso restrito e pessoal (com hd criptografado, etc), vez ou outra sempre há ocasiões que tenho de deixar alguém por as mãos no meu "precioso" para alguma tarefa urgente ou mesmo tendo de exibí-lo para propagar a filosofia open source. E eram justamente nestas ocasiões que via a dificuldade que meu estilo minimalista causava nas demais pessoas. Sempre tinha que dizer a quem estava com meu notebook em mãos como proceder com algo. Quando era para simplesmente demonstrar o Linux para uma pessoa qualquer até elogiavam a beleza mas sempre diziam tratar-se de um ambiente para hacker.

Toda aquela situação estava complicando minha intenção de divulgar o Debian e toda a filosofia do open source. Foi então que resolvi voltar para o ambiente que as pessoas teriam ao instalar o Debian pela primeira vez. E eis o GNOME Shell em meu Dell Inpiron novamente.

Apesar do Openbox ser mais a minha cara, também amo o GNOME Shell. Continuo sempre me surpreendendo com seu desktop limpo e bonito, que me deixa fazer o que desejo sem qualquer uma das desconfortantes intrusões de outras interfaces como o Unity. Deixar alguém usá-lo também não me traz a chateação de sempre ter que dizer à pessoa como e o que fazer. 

Vejo com desgosto uma campanha tendenciosa de usuários (principalmente fanboys do Ubuntu) contra o GNOME 3. Eu até entendo algumas de suas razões mas a medida que usam para julgá-lo é equivocada e até maldosa. Esses mesmos críticos fazem questão de esquecer que também tiveram o mesmo tipo de antipatia pelo Unity quando este era novidade e agora simplesmente o amam religiosamente. Todos os motivos que apontam como deficiência do GNOME quase sempre deve-se ao fato de não compreenderem sua metodologia de utilização, e que bastaria um tempo para sua adaptação (como tiveram que fazer com o Unity). A grande maioria dessas deficiências apontadas pelos críticos podem ser resolvidas com uma simples extensão produzida para aquela questão. 

E qualquer notícia referente ao GNOME Shell acaba sendo alvo de ataques maliciosos. A última foi por conta da remoção do Fallback Mode. Até li comentários de alguns estúpidos dizendo que retornariam ao sistema Janelas por conta disso. Outros, criadores de teorias conspiratórias, chegaram a afirmar que essa mudança foi intencional e direcionada a prejudicar o Unity e outros desktops environment que se utilizam disso! Tudo bem que o pessoal do GNOME não têm o dom da comunicação ao anunciar o que farão, mas a remoção do Fallback Mode já era algo previsto desde o início por se tratar exatamente de um modo alternativo para o caso do hardware não suportar o GNOME Shell (fazendo-o utilizável sem aceleração de hardware). Não seria um recurso eterno. O problema é que algumas distribuições o denominaram de GNOME Classic como se fosse uma opção de desktop como as demais outras. E tem mais, poucas pessoas realmente usava o Fallback Mode; desses poucos utilizadores, praticamente nenhum retornava com um feedback de seu funcionamento. Mantê-lo estava prejudicando o desenvolvimento de outras partes do próprio GNOME.

Sendo assim, se você utiliza o Fallback Mode porquê seu hardware não consegue rodar o GNOME Shell satisfatoriamente, ou simplesmente porquê você não gosta do GNOME Shell porque ele não vem de cara com um recurso que você adore usar (e provavelmente até possa ser implementado através da instalação de uma simples extensão), eu vos imploro, pulem para outras alternativas e parem de difamar o árduo trabalho voluntário de quem só deseja levar a liberdade para o desktop Linux. Por trás desse pessoal não há nenhuma empresa que, em desejando o lucro, tenta tornar seu desktop a única opção em um mundo livre. Todas as outras opções são excelentes. Há o XFCE, o LXDE, KDE, Openbox, e muitas outras. No Debian temos equipes dedicadas mantendo com eficiência todos esses ambientes.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Google Drive no Debian

O Insync é um serviço que sincroniza seus arquivos do Google Drive com sua máquina local sem a necessidade de usar o navegador ou o app da própria Google que só existe para os usuários Janelas. Ele é multiplataforma, também possui versões para Windows, Mac OS e dispositivos móveis, mas seu forte está no ambiente Linux. Seu aplicativo pode ser usado no Ubuntu, Linux Mint, Fedora, Red Hat, OpenSuse, Arch Linux, MEPIS, PCLinuxOS e, claro, Debian. Ele suporta os seguinte ambientes desktops: Unity, GNOME, GNOME Shell, Cinnamon, KDE 4 e MATE.
Alguns dos recursos interessantes desse app é que você pode gerenciar múltiplas contas do Google, fazer edição offline de seus documentos do Google Docs, e ainda oferece permissões bem afinadas de compartilhamento, permitindo que você decida o nível de controle que alguém possa ter sobre mais de um de seus arquivos, possibilitando-as ou não recompartilhar seus arquivos com terceiros.
Para as distribuições baseadas em Debian ele possui repositórios próprios, sendo que para o Debian são os seguintes:

Debian Squeeze:
deb http://apt.insynchq.com/debian squeeze non-free
Debian Wheezy: 
deb http://apt.insynchq.com/debian wheezy non-free
Você deve adicionar um dos dois repositórios no seu arquivo /etc/apt/sources.list e depois adicionar a chave gpg com o seguinte comando:
$ wget -O - https://d2t3ff60b2tol4.cloudfront.net/services@insynchq.com.gpg.key | sudo apt-key add -
Atualize a listagem de programas com:
$ sudo aptitude update
Agora basta proceder com a instalação:
$ sudo aptitude install insync-beta-gnome
Se você usa Debian com KDE, instale o app próprio com:
$ sudo apt-get install insync-beta-kde
Para saber como proceder para instalar em outras distribuições basta ler a página de instruções aqui.

Depois de instalado, basta procurar o aplicativo no menu da sua distribuição ou chamá-lo com o camando "insync" do box Alt+F2 ou de um terminal. Na primeira vez que ele for utilizado o browser é aberto para você criar uma conta no site do serviço (com sua conta do Google, claro) para só então começar a sincronizar sua pasta local.

Insync no GNOME Shell

Não tenho certeza quanto aos demais desktops, mas no GNOME Shell o applet do Insync tem de ser ativado no gerenciador de extensões para poder ficar visível na barra do GNOME.

Ativando o applet
Insync applet

Infelizmente ainda não há um app para o XFCE e que se integre em gerenciadores de arquivos como o Thunar mas eles ainda estão trabalhando nisso!

Referências:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Instalando Extensões no GNOME Shell

O GNOME sempre foi conhecido por sua elegância e simplicidade quanto aos seus recursos de configuração por parte do usuário final. Mas atualmente, no GNOME Shell, o que mais tem recebido críticas tem sido seu minimalismo quando se faz necessário mudar alguma coisa no ambiente. Isso à primeira vista, pois todo seu ambiente foi projetado para trabalhar com extensões. Mas o que são essas extensões? De acordo com o site do GNOME:

"O projeto GNOME Shell extension foi concebido para proporcionar um alto nível de poder para as partes da interface do GNOME gerenciados pelo shell, tais como gerenciamento de janelas e lançamento de aplicação. Ela simplesmente roda em Java Script e CSS. Isso dá aos desenvolvedores uma maneira de fazer diversos tipos de alterações e compartilhar as alterações com os outros, sem ter que corrigir o código fonte original e recompilá-lo, e de alguma forma distribuir o código corrigido."

Em outras palavras, "extensões do GNOME Shell são pequenos pedaços de código escritos por desenvolvedores de terceiros que modificam a forma como GNOME funciona (Se você está familiarizado com as extensões do Chrome ou do Firefox, as extensões do GNOME Shell são semelhantes a elas)". Uma extensão do GNOME Shell pode ser usada para alterar a funcionalidade existente do GNOME Shell ou para fornecer funcionalidade adicional.

Mas como instalar uma extensão em nossa distribuição?

Se você leu nosso post sobre o  GNOME Tweak Tool perceberá que ferramenta há uma opção para gerenciar as extensões do shell. Como você ainda não instalou nenhuma extensão a sua estará como na figura abaixo:
Gerenciamento de extensões
Há duas formas confiáveis: instalando um pacote de extensões de sua própria distribuição (que estão nos repositórios) ou instalando uma extensão a partir do site de extensões do GNOME. Outra forma seria manualmente através do próprio GNOME Tweak Tool, desde que você tenha certeza da origem da extensão (não abordarei essa forma aqui).
No Debian Wheezy você instala o pacote de extensões com o seguinte comando: 
$ sudo aptitude install gnome-shell-extensions

Se você for tentar gerenciá-las nesses momento pelo GNOME Tweak Tool observará que nada aconteceu. É necessário reiniciar o shell; para isso segure a tecla ALT enquanto pressiona a tecla F2; no box lançador de aplicações digite apenas a letra "r" (sem as aspas).
Box lançador de aplicações
Agora você notará que um conjunto de extensões estão instaladas.
Extensões instaladas
Ao todo são instaladas trezes extensões com esse pacote. Não perderei tempo mencionando uma a uma, mas adianto que você ativa ou desativa cada uma apenas mudando a posição da chave correspondente no GNOME Tweak Tool. Você pode fuçar sem medo; se não gostar do resultado só terá de desabilitar a extensão correspondente. Algumas delas você terá de reiniciar o shell, como fizemos acima, para que elas funcionem; outras já funcionam assim que você as ativa.
Outra forma de instalar extensões é através do site oficial de Extensões do GNOME. Nesse caso, basta abrir qualquer navegador, visitar a página e ativar a chave correspondente à extensão que você deseja instalar. Basta aceitar sua instalação e pronto!
Página de extensões
Qualquer extensão instalada pelo site também é gerenciada pelo GNOME Tweak Tool ou pelo próprio site. Também é pelo site que você pode desinstalá-la no link "Installed extensions", bastando clicar no "x" ao lado de cada descrição da extensão. As extensões instaladas dos repositórios não podem ser desinstaladas pelo site, apenas ativadas ou desativadas.
Gerenciando extensões instaladas pelo site
Aconselho a experimentarem Coverflow Alt-Tab, Frippery Shut Down Menu e Remove User Name, só pra iniciarem. Mas eu estou utilizando muitas delas.
Com as extensões inúmeras são as possibilidades para o nosso sistema!

sábado, 12 de maio de 2012

Personalizando o GNOME Shell


Depois de muitos anos produtivos utilizando o GNOME 2.x aprendi a amá-lo e respeitá-lo. Sua simplicidade, eficiência e beleza sempre me atraíram. Fiquei meio avesso quando eles resolveram evoluir quebrando alguns paradigmas do desktop com o atual GNOME Shell, mas depois de algumas semanas utilizando-o diariamente já fiquei totalmente habituado ao mesmo ao ponto de não mais trocá-lo por nada. Quando o Debian Wheezy ainda estava com a sua versão crua 3.2 eu ainda continuei cabreiro, mas na semana passada os repositórios Debian receberam a atualização para a 3.4 dando total utilização às extensões do shell. Agora sim, a imaginação é o limite!
Bom, uma das maiores reclamações de quem tem alguma experiência inicial com o GNOME 3 é sua "dificuldade de configuração". Muitos detalhes de configurações simples do desktop estão escondidos ao usuário comum. Só a Configurações do Sistema não cobre ao anseio que a maioria tem de ficar mudando a cara do seu ambiente de trabalho. Mas sempre atento aos seus usuários, o projeto GNOME desenvolveu o GNOME Tweak Tool, uma ferramenta de configurações avançadas que implementam algumas configurações a mais.
Se você configurou sua sources.list como descrito nesse post, instale-a assim:
sudo aptitude install gnome-tweak-tool
Depois de instalado basta acionar o GNOME’s desktop search e digitar "configurações avançadas" ou mesmo apenas "tweak" para já ter acesso à aplicação.
Com o GNOME Tweak Tool você tem seis opções de configurações:

Ambiente de trabalho

Aqui é possível ocultar ou exibir os ícones na área de trabalho. Mas para que eles fiquem visíveis é necessário que você ative antes a primeira opção, Have file manager handle the desktop. 

Exibindo ou ocultando ícones no desktop
 Extensões do shell

Um dos carros chefes do GNOME 3 é a possibilidade de adicionarmos funções ao mesmo como faríamos, por exemplo, com o Firefox. Basta visitarmos o site de extensões e com apenas um clique adicionarmos o que desejamos. Todas as extensões instaladas ficarão visíveis aqui. Em um post futuro falarei um pouco mais sobre esse assunto.

Gerenciando as extensões do shell

Fontes

Todos os ajustes relativos às fontes do sistema são realizados aqui.

Personalizando as fontes.

Janelas

Aqui é definido o comportamento das ações relativas às janelas.

Modificando o comportamento das janelas.

Shell

Pequenos ajustes relativos ao painel superior e ações do gerenciamento de energia para notebooks e laptops. Destaco o ítem referente aos botões na barra de título de cada aplicação. Muitos reclamam das aplicações do GNOME Shell terem perdido os botões de minimizar e maximizar; é nessa opção que você pode fazê-los reaparecer.


Domine seu shell.

Tema

Ajustes do tema utilizado são efetuados nessa opção.

Ajustando o seu tema.\

Aproveite bem essa ferramenta que, com certeza, ainda terá o acréssimo de mais funções em versões futuras.