terça-feira, 13 de novembro de 2012

Maratona de caça aos bugs no Debian Wheezy



O Projeto Debian lançou no último dia 10 de novembro sua Bug Squashing Parties (BSP), que é uma maratona de caça a bugs no Debian Wheezy. "O objetivo principal de uma Festa de Caça aos Bugs é fazer triagem e correção de bugs, mas também é uma oportunidade para usuários menos familiarizados com o BTS fazerem outras contribuições ao projeto Debian, tais como traduções de descrições de pacotes ou melhoria do wiki. Desenvolvedores Debian estarão presentes para ajudar os colaboradores a entender como o projeto funciona e para ajudar a conseguir correções para o Debian."

Se você quiser organizar uma BSP, você pode achar todas as informações necessárias nesta página wiki. O Projeto Debian convida todos os usuários e colaboradores a participarem desses eventos e deixarem a versão Wheezy pronta para lançamento em breve!

GNOME Shell focando nos menus touchscreen


Foram publicadas na página do Live GNOME algumas imagens sobre a evolução gráfica que encontraremos nas próximas versões do GNOME 3. O objetivo das mudanças é tornar os aplicativos mais rápidos, leves e simples utilizando os chamados Mega Menus, que são menus suspensos onde é possível acessarmos outros recursos do aplicativo utilizado. Tais mudanças já começam a ser disponibilizadas juntamente com a versão 3.6 para algumas aplicações mas aos poucos alcançarão todo o ambiente. Vê-se claramente a intenção da facilidade de utilização em dispositivos touchscreen. Entretanto, o ponto negativo da utilização desse tipo de menu está no fato de que não podem abrigar sub-menus em árvore, sacrificando assim algumas funcionalidades ou pelo menos o fácil acesso às mesmas.

Segue algumas imagens dos novos mockups:

Mega Menu no Epiphany

Firefox

Eye of GNOME


domingo, 11 de novembro de 2012

GNOME volta a ser o desktop environment padrão no Debian e do Linus Torvalds


Em meados de agosto foi anunciado que o Debian passaria a adotar o Xfce em vez de GNOME em seu tasksel no Git. A razão para a mudança devia-se ao fato do XFCE possuir uma quantidade menor de pacotes que o GNOME de modo que sua área de trabalho caberia inteiramente no primeiro CD de instalação do Debian enquanto que o GNOME só tenderia a crescer e teria de ser dividido entre os dois primeiros CDs

Houveram muitas especulações a partir desse anúncio, alguns até apontando que os desenvolvedores do Debian estavam desgostosos com o GNOME, que este estava fadado ao fracasso, etc, etc. Na verdade, segundo as threads nas listas de discussões do GNOME, tudo não passava de um esforço articulado na tentativa de abalar a credibilidade do GNOME para com seus usuários para que um outro desktop pertencente à uma determinada empresa acabe por dominar o nicho do open source. Teorias conspirativas à parte, o fato é que os desenvolvedores não ficaram de braços cruzados e botaram a mão na massa para a solução desses problemas.

Passaram-se pouco mais de dois meses desde então, o terceiro beta do debian install foi lançado tendo a equipe de desenvolvedores conseguido empurrar mais pacotes do GNOME  para o 1º CD de instalação e o GNOME está de volta como o tasksel padrão. Com um commit feito no final de outubro, é descrito simplesmente como "again revert xfce default (mais uma vez reverter padrão xfce)".

Claro, o XFCE continuará disponível, mas o GNOME volta a ser novamente o padrão como "o ambiente de trabalho para instalar quando a tarefa desktop está selecionada."  

Provavelmente nem todos os usuários do Debian estão sabendo que o GNOME agora não possuirá mais seu fallback mode, o que irá exigir que os usuários tenham uma GPU de aceleração 3D, ou então serão forçados a usarem LLVMpipe. Entretanto, essa mudança não é válida para o Wheezy, já que essa mudança é para o GNOME 3.8, enquanto que o Debian 7 está com a versão 3.4.

Em tempo, há também a notícia de que Linus Torvalds novamente voltou para o GNOME depois de um curto período de tempo aventurando-se no desktop KDE. Segundo as próprias palavras de Torvalds:

"Eu tenho que dizer, as coisas estão muito melhor agora do que eram há um ano, estou realmente voltando a usar o Gnome 3, eu não gostei de algumas outras coisas que eles fizeram, mas eles foram corrigindo problemasagora ainda existem extensões que são ainda muito difícil de encontrar, mas há extensões que você pode fazer a sua área de trabalho parecer quase tão boa como costumava olhar 2 anos atrás."

Nada como um dia atrás do outro!

 Fonte: World of GNOME

Nos passos do GNOME Shell


Para quem me conhece (ao menos virtualmente) sabe que tenho usado o Openbox como gerenciador de janelas em meu Debian Wheezy (sabor CrunchBang Linux - Waldorf) há algum tempo. Passei a amar o CrunchBang e toda sua comunidade tão livre e atenciosa como qualquer outra do universo Debian. Meu desktop OpenBox é simplesmente perfeito para mim e para o meu estilo minimalista de ser e viver. Tinha configurado tudo ao meu gosto e lançava qualquer aplicativo com um simples conjunto de atalhos de teclado. Apesar de tê-lo instalado em meu notebook Dell de uso restrito e pessoal (com hd criptografado, etc), vez ou outra sempre há ocasiões que tenho de deixar alguém por as mãos no meu "precioso" para alguma tarefa urgente ou mesmo tendo de exibí-lo para propagar a filosofia open source. E eram justamente nestas ocasiões que via a dificuldade que meu estilo minimalista causava nas demais pessoas. Sempre tinha que dizer a quem estava com meu notebook em mãos como proceder com algo. Quando era para simplesmente demonstrar o Linux para uma pessoa qualquer até elogiavam a beleza mas sempre diziam tratar-se de um ambiente para hacker.

Toda aquela situação estava complicando minha intenção de divulgar o Debian e toda a filosofia do open source. Foi então que resolvi voltar para o ambiente que as pessoas teriam ao instalar o Debian pela primeira vez. E eis o GNOME Shell em meu Dell Inpiron novamente.

Apesar do Openbox ser mais a minha cara, também amo o GNOME Shell. Continuo sempre me surpreendendo com seu desktop limpo e bonito, que me deixa fazer o que desejo sem qualquer uma das desconfortantes intrusões de outras interfaces como o Unity. Deixar alguém usá-lo também não me traz a chateação de sempre ter que dizer à pessoa como e o que fazer. 

Vejo com desgosto uma campanha tendenciosa de usuários (principalmente fanboys do Ubuntu) contra o GNOME 3. Eu até entendo algumas de suas razões mas a medida que usam para julgá-lo é equivocada e até maldosa. Esses mesmos críticos fazem questão de esquecer que também tiveram o mesmo tipo de antipatia pelo Unity quando este era novidade e agora simplesmente o amam religiosamente. Todos os motivos que apontam como deficiência do GNOME quase sempre deve-se ao fato de não compreenderem sua metodologia de utilização, e que bastaria um tempo para sua adaptação (como tiveram que fazer com o Unity). A grande maioria dessas deficiências apontadas pelos críticos podem ser resolvidas com uma simples extensão produzida para aquela questão. 

E qualquer notícia referente ao GNOME Shell acaba sendo alvo de ataques maliciosos. A última foi por conta da remoção do Fallback Mode. Até li comentários de alguns estúpidos dizendo que retornariam ao sistema Janelas por conta disso. Outros, criadores de teorias conspiratórias, chegaram a afirmar que essa mudança foi intencional e direcionada a prejudicar o Unity e outros desktops environment que se utilizam disso! Tudo bem que o pessoal do GNOME não têm o dom da comunicação ao anunciar o que farão, mas a remoção do Fallback Mode já era algo previsto desde o início por se tratar exatamente de um modo alternativo para o caso do hardware não suportar o GNOME Shell (fazendo-o utilizável sem aceleração de hardware). Não seria um recurso eterno. O problema é que algumas distribuições o denominaram de GNOME Classic como se fosse uma opção de desktop como as demais outras. E tem mais, poucas pessoas realmente usava o Fallback Mode; desses poucos utilizadores, praticamente nenhum retornava com um feedback de seu funcionamento. Mantê-lo estava prejudicando o desenvolvimento de outras partes do próprio GNOME.

Sendo assim, se você utiliza o Fallback Mode porquê seu hardware não consegue rodar o GNOME Shell satisfatoriamente, ou simplesmente porquê você não gosta do GNOME Shell porque ele não vem de cara com um recurso que você adore usar (e provavelmente até possa ser implementado através da instalação de uma simples extensão), eu vos imploro, pulem para outras alternativas e parem de difamar o árduo trabalho voluntário de quem só deseja levar a liberdade para o desktop Linux. Por trás desse pessoal não há nenhuma empresa que, em desejando o lucro, tenta tornar seu desktop a única opção em um mundo livre. Todas as outras opções são excelentes. Há o XFCE, o LXDE, KDE, Openbox, e muitas outras. No Debian temos equipes dedicadas mantendo com eficiência todos esses ambientes.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Debian 8 se chamará Jessie



Essas já são velhas notícias mas gostaria de registrá-las aqui. 

Debian 6.0.6 liberado
O Projeto Debian disponibilizou a sexta atualização da sua versão estável, o Debian 6.0.6 desde o final de setembro. Esta atualização não constitui uma nova versão do Debian, mas apenas um conjunto de correções de segurança e atualizações para alguns problemas graves. Quem vem utilizando o Squeeze desde o princípio e realizando as atualizações de segurança não precisa realizar uma nova instalação. Para você se certificar de que seu Debian Squeeze receba todas as atualizações basta fazer em um terminal:
sudo aptitude safe-upgrade
A notícia sobre essa liberação e a relação do que foi atualizado pode ser visto aqui.

3º beta do Debian Installer

O time de desenvolvimento do Debian Installer liberou seu terceiro beta para o Debian Wheezy. Entre as principais novidades está o suporte completo a IPV6 durante a instalação, suporte a UEFI, os ambientes LXDE e XFCE agora ganharam live CDs próprios e mais pacotes do GNOME 3 foram empurrados no 1º CD de instalação, o que ainda faz do GNOME o ambiente padrão do Debian (se você instalá-lo via imagem Netinstall ou DVD e deixar as opções padrões acabará no GNOME Shell - não fiz o teste apenas com imagens de CD). Mais sobre essa liberação você consegue aqui.

Debian 8.0, codnome Jessie

É uma tradição do Projeto Debian anunciar o nome da próxima versão testing assim que a atual entra em Freezing. E foi o que eles fizeram no dia 27 de julho passado ao informarem que o nome Debian 8.0 será o da parceira do Woody, a pequena vaqueira Jessie. Essa notícia pegou alguns de supresa pois a maioria pensavam que os prováveis nomes seriam Zurg ou Shark.

Como o Wheezy provavelmente seja lançado por volta de fevereiro de 2013 o Debian Jessie só deverá ser liberado no final de 2015, ou não. Mais sobre isso aqui.

Só para sua apreciação, saiba que a atual versão estável, a Squeeze, é composta por um total de 53 CDs ou 8 DVDs. A Wheezy ainda conta com um número de 20 CDs ou 3 DVDs, mas sabemos que até 2013 muita coisa ainda vai entrar nesse número. Espero que a Jessie não ultrapasse o conjunto dos 100 CDs. :)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Thunar com suporte a abas no Ubuntu 12.04/12.10

Thunar 1.5.1 no Ubuntu 12.10

No post anterior noticiamos que a versão 1.5.1 do gerenciador padrão do XFCE, o Thunar, ganhará o recurso de múltiplas abas. 

Para os mais apressadinhos e que usem Ubuntu 12.04 ou 12.10 a instalação pode ser feita por meio de PPA's. Entretanto, vale ressaltar, que o que iremos instalar são pacotes de desenvolvimento e eventuais instabilidades ou bugs podem aparecer. Então, é o de sempre: fica por sua conta e risco. 

Para adicionar o PPA faça o seguinte em um terminal:
sudo add-apt-repository ppa:xubuntu-dev/xfce-4.12
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade
Quem já está usando o Xubuntu 12.10 não terá problema algum, mas os usuários do 12.04 precisará adicionar também o repositório do PPA XFCE 4.10 antes de fazer o procedimento acima. Isso pode ser feito da seguinte forma:
sudo add-apt-repository ppa:xubuntu-dev/xfce-4.10
sudo apt-get update
sudo apt-get dist-upgrade
Depois de tudo instalado, basta reiniciarmos a sessão ou o próprio Thunar com o seguinte comando em um terminal:
thunar -q
 
Referência: Web UPD8 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Thunar ganhará recurso de abas

Abas para o Thunar
Muitos usuários têm fugido dos ambientes desktops mais atuais (como Unity e GNOME Shell) por conta do desempenho e certas frescuras que nem todos gostam e acabam migrando para outros mais leves e eficientes, como o XFCE, LXDE, OpenBox, etc. Até mesmo entre os desenvolvedores do Projeto Debian uma grande parte tem se voltado para o XFCE em detrimento do GNOME 3, tanto é que as isos oficiais de CD de instalação Debian agora apontam com ambiente default o XFCE.

Entretanto, o XFCE usa como gerenciador de arquivos padrão o Thunar que é tão eficiente e leve como o Nautilus do antigo GNOME 2.x. Mas em anos de existência sua equipe de desenvolvimento vinham relutando em acrescentar-lhe um recurso que todos os demais dispoem a tempos, abrir múltiplas abas em uma janela. Eles vinha relutando porquê Nick Schermer, um dos desenvolvedores do XFCE anunciou no forum de densevolvimento do XFCE que as abas estarão presentes no Thunar mais cedo do que pensam, já no Thunar 1.5.1, provavelmente no XFCE 4.12.

Fonte: