domingo, 12 de fevereiro de 2012

CrunchBang Linux agora é totalmente Stable


No post anterior comentei um pouco sobre minha experiência de instalar toda a infraestrutura do CrunchBang Linux a partir de uma instalação netinstall do Debian Squeeze. Recorri a esse tipo de instalação porque, na época, o CrunchBang era disponibilizado com alguns pacotes originários dos backports por padrão. E alguns pacotes, como o próprio kernel (3.2) e o Xorg.org (7.6), não funcionam bem com a placa gráfica de algumas de minhas máquinas. 
Na ocasião prometi que o post seguinte seria uma espécie de tutorial de como consegui isso. Entretanto, o pessoal da Corenominal resolveu ouvir algumas críticas do pessoal no fórum e agora disponibilizam o #! a partir de pacotes inteiramente estáveis, trazendo, portanto, o kernel 2.6.32 e o Xorg.org 7.5. Uma série de pequenas outras mudanças também foram adicionadas como a troca do gerenciador de login Slim pelo GDM e a desativação do repositório multimídia deles que traz um VLC bugado. 
Sendo assim, é muito mais prático e fácil baixar essa nova versão do Statler (R20120207+). Para quem deseja instalar o CrunchBang, as iso's em 32 e 64 bit podem ser encontradas aqui. A imagem tem apenas 662 MB mas é bem melhor pegá-la por bittorrent. Agora, quem já instalou a versão backport e deseja reverter para a stable, veja detalhes sobre como fazer isso nesse tópico do fórum.
Espero que todos tenham sucesso em suas instalações!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CrunchBang Linux: Debian Puro no Openbox

CrunchBang Linux Logo.

Esse dias testei o Debian Wheezy em minhas máquinas e conclui o que já esperava: meu hardware não é suficiente para o funcionamento do GNOME Shell.O máximo que ele roda é o Fallback mode. Como ainda os manterei por mais algum tempo, resolvi tratar de experimentar a migração para um outro desktop enviroment. Experimentei versões recentes do KDE, LXDE, XFCE e Enlightenment. São todos excelentes projetos e já tinha até decidido adotar o XFCE em meu laptop e LXDE no desktop de mesa quando me deparei com uma notícia sobre o lançamento da versão Statler do CrunchBang. Até já tinha ouvido falar sobre essa distro no passado mas nunca me interessei por ela ter sua base no Ubuntu. Me chamou a atenção o fato da atual versão migrar para a base da Debian stable. Corri para experimentar e fiquei apaixonado. Tanto que em poucas horas estava substituindo o Squeeze do meu laptop.

Desktop original do CrunchBang Linux.
Depois de instalado deparei-me com o primeiro problema: não conseguia compilar o driver do maldito chip gráfico SiS 771/671. No Squeeze não tinha esse problema. A razão é que no Statler o repositório backport é pinado para atualizar o sistema por padrão. Logo, tanto o Xorg quanto o kernel do Statler são oriundos do backport e não dos repositórios originais da Debian.
Já estava pensando em retornar à pureza do meu Squeeze quando tive a ideia de fazer uma instalação a partir de uma imagem iso netinstall e acrescentar o repositório principal do CrunchBang para instalar os scripts de configuração de todo o desktop. O resultado é que fiquei com um sistema inteiramente Debian Squeeze com toda configuração do ambiente Openbox do CrunchBang, dos temas aos scripts.

Mas porquê o CrunchBang?

No meu caso dois motivos foram determinantes: meu hardware e a exigência de ser um sistema Debian-like. CrunchBang Linux é uma distribuição linux super leve, o sistema em si consome cerca de 100 MB, e é essencialmente uma instalação padrão da Debian com alguns outros pacotes personalizados (na verdade são apenas scripts para configuração do sistema e outros pacotes de temas). Sua leveza deve-se ao fato dela utilizar como gerenciador de janelas o Openbox, que é totalmente configurável através de arquivos xml. Essa configuração não é muito complexa para um usuário mediano, mas para um usuário final sim. É aqui que entra as facilidades proporcionadas pelos scripts encontrados no #! (esses caracteres representam a logo-marca do projeto CrunchBang - são minimalistas até mesmo nisso!). Isso me lembra bastante o Kurumin, que também trazia muitos scripts que auxiliavam o usuário na configuração do sistema.
Meu desktop depois de algumas modificações no conky.

Seu desktop é bem minimalista com um tema basicamente preto com mistura de cinza e caracteres brancos. Foi um dos mais elegantes e cleans que eu já vi. Basicamente é formado por três elementos: o wallpaper negro com a logo do projeto (#!), um monitor com informações sobre o sistema (conky) e um painel superior onde encontramos os ícones das janelas que vão sendo abertas, área de notificação, relógio/calendário e acesso aos desktops virtuais. Os mais desavisados estranharão o fato de não haver acesso ao menu de aplicações. Para invocar esse menu basta clicar com o botão direito do mouse em qualquer canto da área de trabalho ou usar a tecla de atalho Super+espaço. Para mais atalhos basta ler informações contidas no próprio conky.
Destaque para o menu de aplicativos.

Depois de um certo tempo de uso do sistema e adaptação às teclas de atalho o usuário nem vai mais lembrar da ausência de um menu de aplicações na barra de tarefas. Outro ponto que colabora para isso é a existência do DMENU, que é um menu dinâmico projetado para o X para lançar qualquer aplicativo existente no sistema. Ele é acessado através das teclas Alt+F3. Fiquei viciado em sua utilização. Mas ainda há a tradicional execução de programas pela box acessada pelas teclas Alt+F2. Essa combinação chama o Gmrun que é um aplicativo para execução de programas, totalmente configurável e com TAB completion (bash-like). Configurei o meu para fazer busca direta de arquivos (usando o catfish), na web (Google), abrir o browser com o endereço que coloco na box e até na composição de e-mail do meu Gmail.
Destaque para o dmenu.

A inicialização e desligamento de todo o sistema é um dos mais rápidos que já passaram pelo meu notebook. Rápida também é sua instalação. Foram apenas quatro minutos! No próximo post descreverei os passos para termos o CrunchBang a partir do netinstall do Squeeze.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Suporte de Atualizações de Segurança do Lenny Está se Esgotando


O suporte de segurança para o Debian GNU/Linux 5.0 (codinome "lenny") será encerrado em dois meses.

O Debian GNU/Linux 6.0, codinome "squeeze", foi lançado em 06 de fevereiro de 2011. O Projeto Debian tem dado aos usuários e distribuidores o prazo de um ano para atualizar suas instalações antigas para a atual versão estável. Assim, o suporte de segurança para o lançamento da versão 5,0 (codinome "lenny") terminará no 6 de fevereiro de 2012, como anunciado anteriormente.

Atualizações de segurança previamente anunciadas para a versão antiga continuarão disponíveis em security.debian.org.

Fonte:DSA

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

3º Dia Livre em Fortaleza

Para aqueles que residem em Fortaleza e vizinhança, não deixem de participar do Dia Livre. Inscreva-se e participe de nosso 3º encontro que acontecerá no dia 12 de Novembro, Sábado, na Faculdade FIC Estácio a partir das 08:00.
Mais informações no site do evento.

R.I.P. André Gondim




Morreu aos 29 anos um dos ícones do Software Livre no Brasil: André Gondim.
André era um dos líderes da tradução do Ubuntu para o Pt-BR e fazia parte do Conselho Ubuntu Brasil, além de escrever em diversos blogs de Linux e Software Livre.

Leia a matéria que Gleidson Lacerda escreveu sobre André Gondin abaixo:

“André Gondim, deixa esposa, pais, família, amigos, colegas, fãs. Lutou contra a fibrose cistica desde criança, deram 8 meses, 2 anos, 5 anos… aos 24 veio o transplante e ele sobreviveu (casou-se com Ana Luiza no mesmo ano).
Graduou-se, estava posgraduando. Trabalhou em empresas de primeira linha como UOL e Terra (até quebrou meu galho e tirou minhas férias na Gfarias). Deu cursos, palestras, militou no software livre. O Ubuntu, Gnome e tantos outros projetos devem muito das traduções e coordenação de equipe de André.
Deixou a certeza que existem milagres e eu pude conviver com um, embora breve foi o tempo. Lembro quando eu fui conhecer o namorado de AnaLu, sai de lá com um amigo de infância que você só conhece depois de adulto.
No hospital quando íamos visitá-lo durante alguma crise as pessoas deveriam dizer “que amigos insensíveis que ficam fazendo farra, rindo e se divertindo no apartamento do hospital”. Era ele que fazia a bagunça, sorria com os dentes trincados de dor, mas não murmurava, reclamava ou se desesperava. Contava piada e aliviava a preocupação dos que amavam ele… e como era impossível não amar.
Alguns dias depois do transplante, usando uma conexão 3G e o notebook ele escreveu no seu blog “sudo aptitude vida nova”. No texto ele escreveu: “fui entregue então a Jesus duas vezes, uma porque o nome do melhor cirurgião é José Jesus Camargo e o outro é o filho do Pai”. Como brinquei com ele sobre isso “Jesus é o Roteador, o IP e o TTL e ninguém vai ao Servidor senão por Ele”.
Estrelas também morrem e André morreu. Partiu para a Vida após a vida, essa ponte desconhecida, certa e próxima a qualquer um de nós. O que mais me impressiona quando penso em DD é que não era medo da morte, era amor pela vida que fazia ele batalhar e luta sem descanso. Quando conheceu AnaLu eu testemunhei outro milagre, amor verdadeiro. Quantas poesias à Lua a lua testemunhou?
Estrelas morrem, algumas se dispersam e deixam apenas uma super anã ou gravitam em si mesmas e são buracos negros. Mas estrelas com massa impensável como André foi, morrem para gerar novidade no universo. A supernova decorrente de sua morte ainda gerará várias outras estrelas em outras nuvens interestelares.
Como disse Jesus, a quem André se entregou duplamente, “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.”

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Iceweasel com a aparência do Chrome

Você curte o visual do Google Chrome mas não abre mão do seu Iceweasel/Firefox? Então, que tal deixar o seu browser padrão com a aparência do navegador da Google? Para obter o resultado como o da figura acima utilizamos duas extensões, uma para ocultar a barra de título e outra para aplicarmos o tema do Chrome. Siga os links abaixo e aprecie a mudança!




Caso queiram conferir as extensões que eu utilizo, vejam-nas aqui.
Essa dica eu peguei no Viva o Tux.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A morte de um gênio




  “A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida”, afirmou Steve Jobs, em 2005, frente a uma plateia de estudantes da Universidade de Stanford, nos EUA. “Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida”. O icónico fundador da Apple morreu no dia 5 de Outubro, com 56 anos, depois de anos com vários problemas de saúde relacionados com um tipo raro de cancro do pâncreas.

Apple has lost a visionary and creative genius, and the world has lost an amazing human being. Those of us who have been fortunate enough to know and work with Steve have lost a dear friend and an inspiring mentor. Steve leaves behind a company that only he could have built, and his spirit will forever be the foundation of Apple.
A Apple perdeu um visionário e génio criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível. Aqueles de nós que tiveram a sorte de conhecer e trabalhar com Steve perderam um grande amigo e um mentor inspirador. Steve deixa para trás uma empresa que só ele poderia ter construído, e seu espírito será sempre a base da Apple.

Mensagem na home page da Apple