terça-feira, 5 de novembro de 2013

XFCE poderá ser o ambiente desktop padrão do Debian.



Segundo o desenvolvedor Joey Hess, o Debian 8 (Jessie) poderá trocar o GNOME 3 pelo XFCE como ambiente desktop padrão. As razões são as mesmas de sempre: espaço limitado do CD de instalação, o XFCE trás uma experiência mais próxima do GNOME 2, e o suporte à acessibilidade.

Mas a decisão ainda não é final e poderá mudar, como ocorreu com o Wheezy, até o lançamento do Jessie. Segundo Hess, essa decisão será definitiva já no mês de agosto de 2014. Até lá dados serão colhidos quanto ao número de usuários que instalam GNOME e XFCE, as melhorias que podem ocorrer quanto à acessabilidade da área de trabalho e o feedback dos próprios usuários.

Por enquanto Xfce será distribuídos por padrão no CD de instalação do Jessie. Não que isso irá afetar muitos usuários: Debian 8.0 ainda não tem uma data de lançamento prevista!

sábado, 15 de junho de 2013

Debian 7.1, primeira atualização do Wheezy liberada.

O Projeto Debian liberou na manhã de hoje a primeira atualização da versão estável do seu sistema operacional universal, o Debian 7.1 (codinome Wheezy). Não trata-se de uma nova versão do Debian 7, é apenas uma atualização de imagens que adiciona principalmente correções para problemas de segurança para a versão estável, juntamente com alguns ajustes para problemas graves.

Para aqueles que já tem o sistema instalado a partir das primeiras imagens não tem a necessidade de uma nova instalação. Basta deixar o próprio sistema aplicar a atualização automaticamente (no caso do desktop GNOME) ou aplicá-la com o comando que segue (para os demais desktops):

sudo aptitude safe-upgrade
Carpe diem!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Atenção: removam o repositório debian-multimedia.org!


Com o lançamento do Debian Wheezy foi dado um salto no suporte do sistema ao conteúdo multimídia com o acréscimo de novos codecs open source. 

Hoje o blog oficial do Debian noticiou que o domínio debian-multimedia.org expirou e algum espertinho acabou apossando-se do mesmo.

Isto significa que o repositório não é mais seguro para o uso, e você deve remover as entradas relacionadas do seu arquivo sources.list.

Vale lembrar que esse domínio já tinha sido posto de lado em prol do deb-multimedia.org desde julho de 2012, por tratar-se de um repositório não oficial, e por conta da política de marcas Debian, na época, proibir o uso de seu nome. Mas sempre há desatentos que, por conta do hábito e desinformação, ainda utiliza o espelho antigo mesmo sendo advertido pelo próprio apt. Até falamos sobre isso em um post de quase um ano atrás.
 
Para você certificar-se se está fazendo uso do mesmo, digite o seguinte comando em um terminal:

grep debian-multimedia.org /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.d/*

Se você obtiver alguma linha referente ao debian-multimedia.org, deverá removê-la do arquivo listado. 

Continuo afirmando que não há necessidade de repositórios não oficiais para o suporte multimídia no Wheezy, mas se desejam algo mais todos são livres para utilizarem o deb-multimedia.org como é visto nesse post.

domingo, 2 de junho de 2013

Atualizando o Iceweasel do Wheezy


Já postei o suficiente por aqui sobre como atualizar o Iceweasel do Debian a cada nova versão. Mas como sempre mandam-me mensagens desejando instruções de como proceder sou obrigado a me repetir.

Como todos sabem, o Wheezy foi lançado com o Iceweasel 10 e o Firefox já está na versão 21. Para atualizamos o Iceweasel para a versão atual do Firefox é uma tarefa bem simples.

  1. Adicione o seguinte repositório em sua /etc/apt/sources.list:
     deb http://mozilla.debian.net/ wheezy-backports iceweasel-release
  2. Adicione a chave do apt com o seguinte comando:
    wget -q http://mozilla.debian.net/archive.asc -O- | sudo apt-key add -
  3. Atualize a listagem de pacotes com o comando:
    sudo aptitude update
  4. Agora procedemos com a atualização dos novos pacotes:
    sudo aptitude safe-upgrade
Você deve obter algo assim:
 ~$ sudo aptitude safe-upgrade
Resolvendo dependências...                  
Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
  libmozjs21d{a} xulrunner-21.0{a}
Os pacotes a seguir serão REMOVIDOS:
  xulrunner-10.0{u}
Os pacotes a seguir serão atualizados:
  iceweasel iceweasel-l10n-pt-br libnspr4 libnspr4-0d libsqlite3-0
5 pacotes atualizados, 2 novos instalados, 1 a serem removidos e 0 não atualizados.
É preciso obter 19,8 MB de arquivos. Depois do desempacotamento, 18,4 MB serão usados.
Você deseja continuar? [Y/n/?]


Uma novidade é que o pacote de localização agora já vem por padrão no repositório backports.

sábado, 11 de maio de 2013

CrunchBang 11 "Waldorf" é Lançado


O Debian 7 "Wheezy" foi lançado no dia 04 de maio . Agora que o Wheezy migrou para o ramo estável do Debian, isso significa que Waldorf é o novo #! estável liberado. Para confirmar esta ocasião, as imagens do Waldorf foram reconstruídas e liberadas para download no dia 6 de maio. As novas imagens já estão disponíveis a partir da página de download .

Para quem não sabe, #! Waldorf tem estado em desenvolvimento há mais de um ano e tem tido inúmeras versões de desenvolvimento ( 20120430 , 20120806 , 20120924 , 20120927 , 20121015 , 20130119 ). Isso provavelmente faz do Waldorf o #! mais exaustivamente testado já liberado, como resultado, acredita-se que também seja o melhor #! até o presente momento.


Nota, para quem já está em execução Waldorf, não há necessidade de baixar e instalar essas imagens.

Fonte: http://goo.gl/LZUfj

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Debian agora é o sistema operacional padrão da Google Compute Engine


A Google está trazendo o Debian para o Google Compute Engine e está tornando-o o sistema operacional padrão para os desenvolvedores que usam o serviço. A Google dará suporte tanto para o Debian 6.0 quanto para o 7.0, que foi lançado esta semana.

Há algumas razões muito claras pelas quais a Google está fazendo do Debian seu sistema operacional padrão. Primeiro de tudo, é gratuito, disse Krishnan Subramanian, um analista de cloud e fundador da Rishidot Research. "Com o Ubuntu e Red Hat, o Google tem de lidar com os vendedores que querem ganhar dinheiro para si mesmos", disse ele. Além disso, o Debian tem uma grande base de clientes. E ele se encaixa com a cultura nerd da Google.

Em seu post no blog sobre o anúncio, a Google cita as melhorias no lançamento do Debian 7.0 “wheezy”. A segurança foi fortalecida, melhor compatibilidade entre 32 - 64 bits, e aborda o feedback da comunidade.

A Google afirma que vai avaliar outros sistemas operacionais que ela pode permitir com o Google Compute Engine.

É importante notar que o Google Compute Engine está disponível apenas para assinantes do Gold Support package, de $ 400.

Isso tudo parece um ajuste para o evento Google I/O da próxima semana onde existe a expectativa que seja anunciada a estratégia da Google para a computação nas nuvens.

Debian compete com outros sistemas operacionais baseados em Linux, como Ubuntu, Mint e Fedora. De acordo com a DistroWatch, Debian ocupa o quinto lugar em acessos à página. Mint está no topo.

Traduzido e adaptado de Techcrunch

terça-feira, 7 de maio de 2013

PCs da NASA no espaço agora executam Debian GNU/Linux!


O Linux finalmente atingiu o espaço, e destronando o Windows! Alegadamente, a NASA tem se convencido a desfazer-se do Windows em seus laptops da Estação Espacial Internacional (ISS) e decidiram-se por adotar o Linux. Além disso, o primeiro robô humanoide no espaço, denominado R2, é powered by Linux.

É uma nova era, compartilhada por Keith Chuala, um empreiteiro da United Space Alliance, gerente da Space Operations Computing (SPOC) da NASA, e líder do ISS's Laptops and Network Integration Teams. Ele disse ao ZDNET:

"Nós migramos as principais funções do Windows para o Linux porque precisávamos de um sistema operacional que fosse estável e confiável - um que nos daria o controle da casa. Então, se nós precisávamos de patch, ajustes ou adaptações, nós deveríamos fazê-lo."
Para ser mais específico, esses computadores, que serão utilizados pelos astronautas da ISS estarão executado Debian 6. Anteriormente, Scientific Linux, um clone do Red Hat Enterprise Linux (RHEL) foi inicialmente utilizado para o seu computador. 

O Linux tem roubado a cena na ISS desde que foi lançado, mas nunca foi usado em PCs no espaço. Em vez disso, ele foi usado para operações terrestres da NASA. Chuala acrescentou: "As coisas realmente saltaram depois que vim a entender como o Linux vê o mundo, a interligação de como uma coisa afeta a outra. Você precisa dessa visão de mundo. Eu tenho um pouco de experiência com o Linux; mas ao ver como as outras pessoas realmente estavam recebendo isso é que foi emocionante!"

Falando sobre o robô humanoide, R2 deve realizar tarefas que são demasiadas perigosas ou tediosas para os astronautas.

A Fundação Linux estará ajudando os astronautas e especialistas de TI para se acostumarem com a plataforma. Chuala explicou, "a NASA é tão heterogênea quanto o que ela apreende. Eles tiveram uma implantação forte do Debian GNU/Linux, mas também várias versões do RHEL/CentOS. Porque a nossa formação é flexível a uma variedade de distribuições, somos capazes de lidar com todos esses diferentes ambientes em uma única sessão de treinamento. Nenhuma outra organização de treinamento pode proporcionar isso." 

Traduzido e adaptado de ZDNet

Script instalador do driver Nvidia para Debian


Muitos usuários Debian mandam-me mensagens solicitando ajuda para instalar o driver da Nvidia. Bom, não possuo qualquer hardware desse fabricante, mas pesquisei por aí e encontrei um script já bem conhecido por toda comunidade Debian e servirá tanto para o Squeeze quanto para o Wheezy. O script foi originalmente escrito por Enrique Molina, adaptado por Cesar Ferreira e licenciado sob a GPL v.3.

Na verdade são utilizados dois scripts, um para instalar o driver e outro para removê-lo. O script automatiza todo o processo, adicionando o repositório correto de acordo com a versão que estamos utilizando, baixará o driver, o instalará e reiniciará a máquina.

Então, comecemos por baixar os scripts:

Em um terminal mudemos a permissão de execução dos scripts:
chmod +x *.sh
Agora obtemos acesso ao ambiente root:
sudo su
Para instalar o driver, rodamos o script indicando para o mesmo a versão Debian que estamos utilizando. Assim, para o Wheezy rode o camando:
./install-nvidia-drivers.sh wheezy
Para remover o driver, caso algo dê errado ou não goste do resultado:
./remove-nvidia-drivers.sh
Espero que seja útil!

Nota de esclarecimento: Usuário sudo no Debian


Desde minha primeira postagem nesse blog que minha intenção sempre foi alcançar pessoas com pouquíssimo contato com Linux, razão pela qual meus posts sempre são diretos e sem qualquer profundidade técnica, quase um roteiro passo a passo. Naquele primeiro post eu tomei a decisão, por questões de praticidade, sempre utilizar a instalação com um usuário com permissão de acesso administrativo, ou usuário sudo. Partindo deste pressuposto, meus comandos sempre utilizam o sudo quando se faz necessário.

Antes do Squeeze, inserir um usuário no grupo sudo exigia uma relativa dificuldade. Mas, a partir do Squeeze, durante o processo de instalação, no momento em que se tenha de definir o administrador do sistema, se deixarmos a senha de root em branco, o usuário padrão acaba sendo configurado no grupo sudo automaticamente.


Sendo assim, para quem lê minhas postagens e se deparar com o sudo nos comandos, saiba que é direcionada para aqueles que optaram por não escolher uma senha de root durante a instalação. Aqueles que optaram por manter o usuário root, tenho certeza, saberá que não precisará utilizar o sudo nos comandos e que, antes de executá-los, deverá está logado como administrador.

Então, por favor, mantenham reprimidas suas críticas quanto a esse fato e até mesmo quanto ao fato de eu preferir o aptitude ao apt-get.

sábado, 4 de maio de 2013

O Wheezy está entre nós.


Finalmente saiu o tão esperado lançamento do ano! Debian 7.0, Wheezy foi liberado para stable às 22h30 min desta noite (4 de maio) - pelo menos aqui no Brasil, já dia 5 de maio pelo horário UTC.

Com relação ao Squeeze, muitas são as novidades e novos recursos. Muitos desses novos recursos do Debian 7.0 são itens que vieram para outras distribuições Linux há muito tempo, mas esse é simplesmente o ritmo em que Debian prefere jogar.

Para aqueles que ainda não estão a par sobre a atualização desta grande distribuição Linux, aqui vai uma lista de alguns dos principais recursos. 

  •  EXT4 agora é o sistema de arquivos padrão! O instalador do Debian GNU/Linux agora finalmente está fazendo uso do EXT4 por padrão para novas instalações; anteriormente o padrão era o EXT3. Obviamente, você ainda pode configurar as opções do sistema de arquivos manualmente a partir do instalador do Debian. Anos depois de todas as outras distribuições terem migrado para o EXT4, finalmente o Debian GNU/Linux está fazendo a migração. 
  • Systemd está disponível no Debian como uma opção. SysVinit ainda é o padrão, mas basta um "apt-get install systemd" para mudarmos para o systemd no Debian GNU/Linux. 
  • As  Opções de desktop incluem GNOME 3.4, KDE 4.8, e Xfce 4.8. Debian GNU/kFreeBSD e Debian GNU/Hurd estão usando o ambiente de trabalho Xfce por padrão. 
  • O fork do projeto libav media está substituindo o ffmpeg.
  • OpenStack e Xen Cloud Platform são novas opções de servidor para o servidor Debian. 
  • Debian GNU/Linux agora tem o kernel real-time (RT) kernel com a opção de instalar o linux-image-rt-amd64 ou pacotes do kernel linux-image-rt-686-pae. 
  • O Instalador Debian agora oferece suporte a UEFI para instalações em hardware x86_64. O Instalador Debian também tem suporte wireless WPA/WPA2. 
 Mais novidades para o Debian 7.0 "Wheezy" podem ser vistos na página de notícias do Debian.

Para download das imagens, acesse:

DVD i386 CD i386
DVD amd64  CD amd64


Usando endereço único para os repositórios Debian


Para um usuário Linux a escolha dos repositórios para obtenção e manutenção do software que será instalado em seu sistema operacional é um assunto muito importante. Sendo o precursor dos sistemas de empacotamento e gerenciamento de software no Linux, o Debian sempre tem lançado tendências para os demais.

Como os desenvolvedores Debian trabalham simultaneamente com diferentes versões de seu sistema, o oferecimento de repositórios distintos a cada versão é uma prática comum. Oferece-se espelhos de seus repositórios por todos os continentes, e duplicação dos mesmos por vários países. 

Hoje Debian está sendo servido, via http, por cerca de 370 espelhos em todo o mundo, e também está disponível, via ftp, a partir de 330 espelhos. São ao todo 76 países que nos servem com espelhos por todo o mundo. Isso só foi possível graças aos sponsors hosting the mirrors. Somos muitíssimo gratos por todos esses patrocinadores, tantos os atuais como os do passado.

O arquivo /etc/apt/sources.list é o responsável por informar ao gerenciador de pacotes os repositórios que serão utilizados pela distribuição. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil para um novato. Mesmo para os "macacos velhos" do Debian, faz-se necessário recorrer a repositórios que estejam mais ágeis para aquele período. Foi com essa intenção que Raphael Geissert disponibilizou o redirecionador de mirros. Esse serviço pretende "resolver o problema da escolha de um espelho Debian, entre outras questões. O redirecionador usa a localização geográfica e a rede do usuário e os espelhos, a arquitetura dos arquivos solicitados, a família de endereços IP, a disponibilidade e a atualização dos espelhos, entre algumas outras coisas. Ele é constantemente melhorado. O resultado: ele seleciona o melhor espelho que pode servir a arquivo".

Isso facilitará bastante na hora de você construir sua sources.list. É até uma boa para quem vai atualizar do Squeeze para o Wheezy, ou mesmo instalar o Wheezy do zero. 

Como usar o redirecionador

Para utilizar o redirecionador, basta substituir as fontes de pacotes configuradas no seu sources.list com o endereço http://http.debian.net/debian. Você pode usá-lo como se fosse um espelho primário Debian: binários, fontes, estável, teste, experimental, etc, são todos suportados. 

Se sua sources.list, por exemplo, está com a seguinte fonte:

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stable main 
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stable main

Deixe-a assim:

deb http://http.debian.net/debian stable main
deb-src http://http.debian.net/debian stable main

Para os backports, seria:

http://http.debian.net/debian-backports

E para o Archived releases (archive.debian.org):

http://http.debian.net/debian-archive

Como, provavelmente, você agora instalará o Wheezy, pode deixá-lo com uma única linha mesmo:

deb http://http.debian.net/debian wheezy main

Já durante o processo de instalação do Wheezy, você também pode optar por usá-lo, inserindo manualmente http.debian.net como um espelho HTTP e /debian/ como o caminho.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Instalando o Kernel 3.9 no Debian



No post passado noticiamos a liberação do kernel linux 3.9 e as novidades que vieram com ele. Bom, muitas pessoas me procuraram para saber como instalá-lo no Debian, onde poderiam obter essa versão do kernel já compilada e empacotada para o nosso querido sistema.

Pois bem, conheçam o projeto GNU Linux-libre, uma iniciativa da Free Software Foundation Latino Americana (FSFLA). Vocês já devem conhecer as políticas da FSF em não admitir nem um tipo de software que sequer contenham uma vírgula que ameace a liberdade dos usuários. Vejam o que eles mesmo dizem:

"Linux, o kernel desenvolvido e distribuído por Linus Torvalds, contém Software não-Livre, ou seja, software que não respeita suas liberdades fundamentais e induz a instalação de software adicional não-Livre que ele não contém.
 GNU Linux-libre é um projeto para manter e publicar distribuições Linux 100% gratuitas, adequadas para uso em sistemas livres, removendo todo e qualquer software que está incluído sem código fonte, com código fonte ofuscado ou coberto, sob licenças de software não-livre, que não permitem que você altere o software para que ele faça o que você quiser, e que induz ou requer que você instale peças adicionais de Software não-Livre."

O fato é que eles sempre distribuem, em um repositório próprio, a versão do kernel mais recente. A versão 3.9 já está nesse repositório.

Então, comecemos por adicionar esse repositório em nossa /etc/apt/sources.list:
## GNU Linux-libre
deb http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/ freesh main

Depois adicione a chave do apt:
wget http://linux-libre.fsfla.org/pub/linux-libre/freesh/archive-key.asc
sudo apt-key add archive-key.asc

Atualize a lista de pacotes e instale a última versão:
sudo aptitude update
sudo aptitude install linux-libre64-3.9
Se seu processador for de 32 bits, o comando é este:
sudo aptitude install linux-libre32-3.9
Agora basta reiniciar e desfrutar do seu novíssimo kernel!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Kernel Linux 3.9 é lançado



Linus Torvalds acabou de liberar o kernel Linux 3.9. Essa versão trás novidades há muito requeridas pelos usuários do sistema do pinguim, como por exemplo, usar cartões SSD como cache para o disco rígido. Outra novidade que é recebida com empolgação é o suporte do kernel para vários processos à espera de pedidos em uma mesma porta, uma característica que permitirá distribuir os processos em servidores fazendo-os trabalhar melhor através de múltiplos núcleos da CPU. Mas vejamos mais detalhes das novidades:

Armazenamento

Temos agora a inclusão de um recurso chamado "dm-cache". Esta opção permite que uma unidade possa ser configurada como um cache para outro dispositivo de armazenamento, por exemplo, um SSD poderá ser usado como cache de um disco rígido. Este recurso é capaz de acelerar a escrita de dados, pois permitirá que o SSD, que é mais rápido, tenha acesso aos dados do primeiro cache e, em seguida, em um momento de tranquilidade, transferi-lo para o disco rígido, que é um dispositivo muito mais lento. O "dm-cache" também irá obter os dados utilizados com mais frequência no disco rígido e os armazenará no SSD, a fim de acelerar o acesso a eles. 

Esse recurso, que ainda é classificado como experimental, é uma alternativo dentro do kernel, a recursos mais conhecidos como o flashcache e o Bcache. Ambos são mantidos fora do kernel, mas parece que Bcache virá por padrão no Linux 3.10.

Rede

Soquetes TCP e UDP permitirão que uma mesma porta possa ser acessada por múltiplos processos, graças ao recurso SO_REUSEPORT adicionado ao kernel. Isso permite, por exemplo, que vários processos do servidor web possa abrir soquetes individuais para escutar na porta 80; todas as conexões que entram nessa porta serão uniformemente distribuídas entre os soquetes no kernel.

Esta abordagem visa melhorar a forma como as cargas de trabalho são distribuídos através dos núcleos disponíveis no processador. Tom Herbert, desenvolvedor da Google que programou esta extensão, diz que a nova abordagem pode ajudar a evitar gargalos que aparecem em certas situações, quando apenas um segmento aceita novas conexões e, em seguida, os distribui através de outros segmentos. A nova abordagem também é projetado para impedir que cargas de trabalho sejam distribuídas de forma muito desiguais entre os núcleos do processador. De acordo com Herbert, isso pode acontecer quando vários segmentos estão escutando em um único soquete. 

Sistema de Arquivos

Além de RAID 0 e 1, o sistema de arquivos Btrfs agora inclui suporte nativo experimental para RAID 5 e 6, conforme revelado em fevereiro. A incorporação de recursos RAID dentro do sistema de arquivos permite a implementação de características que são difíceis de perceber usando o modelo de camadas, em que o sistema de arquivos e a matriz RAID não conhecem muito bem os dados internos um do outro. Funcionalidade RAID incorporado no sistema de ficheiros significa, por exemplo, que no caso de avaria e a substituição de um disco que faz parte de um conjunto de RAID Btrfs, o sistema Btrfs precisará apenas recuperar as zonas que contêm dados, uma vez que é capaz de determinar quais as áreas que estão ocupadas. No entanto, a abstração significa que o software de gerenciamento, usando mdadm, e uma matriz RAID não será capaz de acessar essas informações e, portanto, tem que restaurar o volume RAID em sua totalidade, o que é demorado.

Os desenvolvedores do sistema de arquivos ext corrigiram um problema de desempenho na camada de journaling JBD2 usado por ext4, que surgiu no Linux 3.0. Apoio a namespaces dos usuários foi adicionado ao CIFS, NFS e vários outros sistemas de arquivos. Essa mudança não foi, no entanto, permeada através de XFS, o que significa que namespaces de usuários ainda só podem ser ativados na configuração do kernel se XFS está desativado.

Gráficos

Drivers Gráficos da Radeon no kernel agora suportam os chips gráficos Oland, que são utilizados nas séries Radeon HD 8500 e 8600. O kernel também suporta as próximas gerações da aguardadíssima Richland APU. 

O driver Nouveau agora oferece vários recursos experimentais de controle automático e manual do cooler para as GPUs NV40 e NV50 GPUs que são usados nos chips gráficos 6xxx, 9xxx, 1xx e 3xx, na série GeForce. Aaron Plattner, desenvolvedor da NVIDIA, ajudou no desenvolvimento de um novo driver, ainda beta, que oferecerá pela primeira vez suporte à linha Optimus. 

O driver de gráficos para os aguardadíssimos processadores Haswell da Intel foi aprimorado para configurar o núcleo gráfico desses processadores para utilizar menos energia quando apenas um tubo de visualização é utilizado com o Windows Embedded DisplayPort (EDP), o que às vezes é o caso em notebooks . 

Drivers

O Linux 3.9 irá incluir um driver para componentes Wi-Fi da série 7000 da Intel. Aparentemente esses componentes suportarão os modos de transmissão IEEE 802.11ac. Parece que a empresa está planejando apresentá-los em poucos meses - provavelmente junto com os notebooks baseados em processadores Haswell, que deverão tornar-se disponível neste verão.

Também foi feita algumas alterações no código do driver para configurar os codecs de áudio HD, que são usados ​​em muitos computadores de mesa e notebooks modernos. Esse código agora está mais enxuto e mais robusto. Os drivers libata agora suportam o estado "zero unidades de dispositivos ópticos de potência" (ZPODD) (unidades ópticas que são capazes de quase se desligarem completamente para economizar energia quando não há nenhum CD ou DVD no drive).

Já as modificações do controlador de plataformas, os desenvolvedores do kernel adicionarão um driver que suporta Chromebooks de diversos fabricantes, incluindo, por exemplo, o Pixel Chromebook. Outra novidade é um driver para trackpads I2C da Cypress APA; estes trackpads estão incluídos nos Chromebooks ARM Series 3 da Samsung, que atualmente é um item de teste popular para desenvolvedores Linux que têm interesse em ARM. Outra novidade é um driver para a Cypress PS / 2 trackpad que a Dell está usando em seu Ultrabook vendido com o Ubuntu 12.04. 

Infraestrutura

Como planejado, os desenvolvedores do Linux removeram a opção de configuração CONFIG_EXPERIMENTAL do kernel. Agora, recursos experimentais só podem ser usados, inicialmente, apenas se esta opção foi ativada durante a compilação do kernel. No entanto, os desenvolvedores do kernel anteriormente optavam por manter o CONFIG_EXPERIMENTAL uma vez que a características já estava bem amadurecida. Compiladores do kernel passaram muitos anos tendo que ativar a opção CONFIG_EXPERIMENTAL, quase como um padrão, a fim de construir um kernel para componentes de hardware moderno - os desenvolvedores do kernel tinham se apegado nisso e agora estão caindo nessa outra abordagem. O status de características verdadeiramente experimentais agora só são indicadas nos textos de ajuda que são exibidas durante a configuração e em adições como "(experimental)" nas descrições curtas. 

Arquitetura

A lista de arquiteturas de CPU suportadas inclui duas novas entradas porque o Linux agora roda em processadores ARC Synopsys, bem como processadores de núcleo Imagination Meta ATP (Meta 1) e HTP (Meta 2). Os desenvolvedores atualizaram o código para compactar e descompactar LZO para fornecer velocidades significativamente mais rápido de processamento, o recurso é agora duas vezes mais rápido em alguns processadores.

Virtualização

Pela primeira vez, o recurso KVM hypervisor trabalhará com processadores ARM, pois agora foi adicionado seu suporte aos processadores Cortex A15. O suporte Xen do kernel agora inclui drivers para hot-plug para processadores e componentes de memória. A remoção desses componentes em tempo de execução não é possível no momento. A integração dos drivers para VMCI da VMware (Virtual Machine Interface de Comunicação) e os Sockets VMCI que em que são baseadas, promete melhorar o apoio geral para soluções de virtualização da VMware. Os produtos VMware usam essas tecnologias para proporcionar o intercâmbio de comunicação e de dados entre os hosts e convidados.

Gerenciamento de Energia

O Linux 3.9 agora suporta o modo "lightweight suspend" ou o modo "suspend freeze" que fará com que o kernel possa enviar todos os componentes de hardware em seu mais profundo estado de sono. Ao contrário de suspender-to-RAM (ACPI S3), este recurso não desligará os componentes, permitindo assim que eles sejam mais rápidos para retomar a operação quando eles forem necessários. Enquanto que o consumo de energia resultante será maior do que com suspensão para a RAM, ainda é concebido para ser mais baixa do que durante o estado de repouso normal, porque o processador pode dormir ainda mais profundamente. O estado de congelamento tende a ser menos relevante para PCs e notebooks, descontando certos casos especiais, tais como sistemas que devem acordar de suspender de forma particularmente rápida, que precisam responder às entradas de teclado ou de tráfego de rede, ou não oferecem suspend-to-RAM. No entanto, os desenvolvedores afirmam que o novo modo de suspensão vai fazer a diferença com alguns smartphones e tablets que irá consumir quase o mínimo de energia quando eles são colocados em estado de suspensão para RAM mais profunda e menos responsivo.

Resumindo

Embora o uso de SSDs como cache de disco rígido seja chapéu velho no mundo Windows, o Linux finalmente inclui esta capacidade bem - embora ainda não se sabe se os usuários vão preferir o novo dm-cache ao invés do Bcache, que está programado para ser incluído no 3.10. A nova característica socket-splitting da pilha de rede é de interesse para os mantenedores de servidores e desenvolvedores de software para evitar que um núcleo do processador acabe por se tornar um gargalo em sistemas multi-core modernos. Com novos drivers de Wi-Fi da Intel e as melhorias de drivers gráficos da AMD, o kernel está agora melhor equipada para PCs e notebooks que em breve serão lançados. Suporte RAID 5 e 6 no Btrfs, significa ampliação de sua gama de recursos - o que é necessário para que ele perca sua condição experimental.

Traduzido e adaptado de H-Online.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Definida a data definitiva do lançamento do Debian Wheezy


Só para não esqueceram e aproveitando a arte do blog oficial do Debian.
 
Neil McGovern, em nome da Equipe de Lançamento Debian, anunciou a data prevista do fim de semana entre 4 e 5 de maio para o lançamento do Debian 7.0 "Wheezy".

Agora é hora de organizar algumas festas de lançamento  do Wheezy para celebrar o evento e mostrar todo o seu amor ao Debian!

Fonte: http://goo.gl/1HE8m

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Debian Wheezy será lançado dia 4 ou 5 de maio



Em mensagem à lista de discussão debian-devel-announce, na data de ontem (18/04), Neil McGovern nos trouxe a boa notícia do que ficou acertado entre os principais times: o Debian 7.0, codnome Wheezy, será lançado no primeiro fim de semana de maio, entre os dias 4 e 5.

O sistema de arquivos padrão para novas instalações agora é o ext4  e também temos a opção do systemd com journald, utilizando o cgroups e expondo outros novos recursos do kernel, como namespaces do sistema de arquivos.

Para o Desktop e Laptop, as principais novidades são:

  • LibreOffice substitui o OpenOffice.org;
  •  GNOME foi atualizado para a versão 3.4;
  •  KDE foi atualizado para a versão 4.8;
  •  XFCE foi atualizado para a versão 4.8;
  •  PackageKit substitui o gerenciamento gráfico de pacotes anterior do GNOME;
  •  Suporte multimídia
    •  O ffmpeg foi substituído pelo seu fork libav, que é considerado mais conservador quanto ao processo de liberação e, assim, atende melhor às necessidades do Debian. Ele fornece todas as bibliotecas e prepara um caminho de atualização para pacotes de aplicativos existentes.
    • O Wheezy  vem com todas bibliotecas e frontends full-featured no libav (anteriormente ffmpeg), incluindo, por exemplo o mplayer, mencoder, vlc e transcodificadores. É fornecido suporte a codecs adicionais, por exemplo, através lame para codificação de áudio MP3, xvidcore para codificação de vídeo MPEG-4 ASP, x264 para codificação de vídeo H.264/MPEG-4 AVC, vo-aacenc para codificação de áudio AAC e OpenCore-amr e vo-amrwbenc para Adaptive Multi-Rate Narrowband and Wideband para codificação e decodificação, respectivamente. Para a maioria dos casos de uso, a instalação de pacotes a partir de repositórios de terceiros não deve mais ser necessária. Os tempos de multimídia deficientes no Debian finalmente acabaram-se!

O novo instalador agora suporta:
  •  Real-time kernel featureset (linux-image-rt-amd64, linux-image-rt-686-pae);
  •  Ports kFreeBSD e Hurd usam XFCE por padrão;
  •  Suporte exFAT via fuse driver;
  •  Suporte para instalação UEFI em sistemas x86-64 (amd64);
  •  Suporte WPA;
  •  Suporte a síntese de voz Software!
  •  Suporte para a instalação de sistemas diskless usando NBD ou iSCSI. 

Para uma lista completa das novidades, veja NewInWheezy.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nove mitos que não devem impedi-lo de experimentar Debian



A Reputação do Debian está fora de sintonia com o que ele realmente oferece.

Nestes dias, o Debian parece estar desfrutando um modesto retorno entre os usuários experientes. Dificilmente passa-se uma semana sem que não se ouça em sites de redes sociais a notícia de que duas ou três pessoas estão olhando o Debian com outros olhos.

Este interesse renovado pode ser reflexo da crescente desilusão com o Ubuntu, distribuição baseada no Debian e que outrora havia tomado seu lugar em popularidade entre os usuários Linux. Certamente, reflete uma crescente disposição, no transcurso dos últimos dois anos, dos usuários revoltados com o Unity do Ubuntu, em experimentarem novas distros com GNOME 3. Sendo uma das distribuições mais antigas e especificamente focada nas escolhas do usuário, Debian parece confiável no meio de tantas incertezas.

Ainda assim, muitos usuários hesitam em mudar para o Debian. A distribuição é cercada por mitos, muitos deles ligados à impressão de que é indicada para especialistas e de que é quase tão difícil de usar como o Gentoo ou Linux from Scratch.

No entanto, a maioria desses mitos ou estão desatualizados ou são meias-verdades que precisam ser inteiramente analisadas. Como em qualquer distribuição, a experiência do usuário no Debian vem tanto dos aplicativos como da própria distribuição. Se você estiver confortável com o KDE ou o LXDE no Fedora ou Mageia, você deve sentir-se também confortável com eles no Debian. Mesmo que qualquer um desses mitos fossem verdadeiros, nenhum deles poderiam fundamentar qualquer razão para não darmos uma chance ao Debian.

9. Debian é difícil de instalar

Verdade seja dita, o Debian foi uma das últimas distribuições a ter uma instalação fácil de usar, e muito menos em modo gráfico. No entanto, uma revisão do instalador baseado em texto foi aplicada em 2005, e uma versão gráfica em 2007, sendo que ambos são práticos, embora esteja longe de ser amigável.

O que pode ser intimidante é que ambas as versões do instalador exigem uma contribuição significativa do usuário. Se você quiser, você pode ajustá-los indefinidamente. No entanto, mesmo se você não tem ideia do que é o Linux, você ainda pode instalar o Debian com sucesso aderindo ao nível básico de detalhes, aceitando sugestões do instalador e ler a ajuda.

Alguma vez você já recorreu ao método especialista do instalador do Ubuntu? Se sim, você já usou uma versão do instalador Debian, e pode usá-lo a partir dessa experiência em primeira mão.

8. Os usuários devem manter um mesmo ramo de repositórios

Muitas pessoas estão conscientes de que o Debian tem três repositórios principais: Testing, Unstable e Stable. A maioria também estão cientes de que um pacote entra no Unstable após o cumprimento das normas básicas, então passa para o Testing e, finalmente, para o Stable quando uma liberação geral é feita. No entanto, os usuários potenciais receiam comprometer seus sistema por conta da escolha de um repositório inadequado para suas preferências.

Por outro lado, usuários experientes do Debian conhecem melhor as possibilidades dos repositórios. Usuários que estão configurando um servidor ou que exigem o máximo de confiabilidade, ou por algum outro motivo qualquer, geralmente ficam com o repositório Stable. No entanto, outros usuários, especialmente em estações de trabalho independentes, costuma misturar e combinar os repositórios para produzir sistemas híbridos.

Entretanto, estes sistemas híbridos exigem cautela. Geralmente, deve-se evitar misturar e combinar pacotes do sistema central (os chamados pacotes base). A exceção fica por conta do kernel, já que o bootloader normalmente armazena vários kernels, de modo que se um novo não funcionar, você ainda pode reiniciar o sistema. Da mesma forma, se você tem várias áreas de trabalho, problemas com uma delas ainda ainda lhe permitirá usar uma outra interface, ou mesmo a linha de comando como último recurso.

Por outro lado, ainda assim é perfeitamente seguro atualizamos os aplicativos do desktop para aqueles dos repositórios Unstable, porque, mesmo se ocorrerem problemas, seu sistema básico ainda deve inicializar.

Em outras palavras, desde que você tome algumas precauções, você não está limitado a usar um único repositório, a menos que você deseje ser assim.

7. Unstable é instável

Sim, o repositório Unstable é instável para os padrões Debian. Mas isso significa que, para os padrões da maioria das outras distribuições, pacotes instáveis ​​são geralmente utilizáveis. Na verdade, os derivados Debian muitas vezes tomam emprestados pacotes diretamente do Unstable, a fim de dar aos usuários as mais recentes versões dos pacotes.

No entanto, o repositório Unstable passa por alguns períodos em que é melhor deixá-lo sozinho. Desde que os pacotes cumpram algumas normas mínimas, alguns pacotes mandados para o Unstable podem ter problemas de dependência que podem quebrar o sistema de gerenciamento de pacotes, deixando-o incapaz de instalar outros pacotes até que o problema seja resolvido.

Mas tais problemas geralmente são corrigidos quando submetidos ao processo de depuração. Você também pode ter um número de opções para a correção  do seu próprio sistema.
Da mesma forma, você deve evitar atualizações do Debian unstable quando está no meio de uma transição de uma tecnologia para outra. Por exemplo, há alguns anos, o Debian mudou o seu gerenciador gráfico do XFree86 para X.Org e demorou um pouco para fazer a transição sem problemas para os usuários.
Se você usar o Unstable como repositório principal ou ocasionalmente em um sistema híbrido, você precisa adquirir o hábito de acompanhar  o que o Projeto está fazendo.

Por exemplo, quando um congelamento para o próximo lançamento é iniciado, não é uma boa ideia atualizarmos ou instalarmos pacotes do Unstable, porque alguns podem ter sido feitos à pressa, a fim de cumprir o prazo de congelamento.

Sob essas circunstâncias, por uma semana ou duas, você pode querer usar a opção -s para o apt-get para simular uma atualização antes de realmente a praticá-la, apenas para evitar problemas.

6. Pacotes Debian são desatualizados

A verdade desta afirmação depende do repositório e das circunstâncias.

Geralmente, o repositório Stable possui pacotes mais antigos do que do repositório Testing e, muito provavelmente ainda mais desatualizados do que aqueles do Unstable. Historicamente, dois ou três anos é período médio entre os lançamentos oficiais de uma versão estável do Debian. Antes do lançamento de uma nova versão, a versão estável corrente pode estar bastante obsoleta, apesar de várias micro-releases, backports e patches de segurança que permitem torná-la utilizável.

Da mesma forma, quando um congelamento é iniciado, levando a uma nova versão, o conteúdo do Testing e Unstable vão ficando cada vez mais idênticos pelo fato de não ser permitida a inclusão de novos pacotes no sistema.

Por outro lado, nos primeiros seis meses após o lançamento, a versão Stable pode ser tão atual como o repositório de qualquer outra distro.

O que é verdade é que a disponibilidade de pacotes depende do entusiasmo das equipes de mantenedores. Aplicações populares como o Amarok podem permanecer no Unstable por um período, ​​depois que o upstream project anuncia uma liberação.

Outros pacotes podem demorar mais para aparecer. A ênfase do Debian é a estabilidade, e não a atualidade de seus pacotes. Se você realmente quiser o software mais recente, você pode ativar o repositório experimental. Mas nem  todos os pacotes que vão para o Unstable aparecem primeiro no Experimental, e esse repositório pode causar sérios problemas.

Em geral, na melhor das hipóteses, a atualidade dos pacotes Debian é a menor de suas preocupações. Enquanto todo mundo gosta da ideia de ter a versão mais recente de tudo, a maioria dos aplicativos no ambiente de trabalho livre são avançados o suficiente para que as diferenças entre uma versão e outra não faça assim tanta diferença.

5. Debian não é uma distribuição livre

Você não vai encontrar o Debian na lista das distribuições livres licenciadas pela Free Software Foundation por duas razões: primeiro, porque cada repositório Debian contém uma secção não-livre (non-free), bem como uma seção contrib consistindo de software que é livre em si, mas depende de algum software não-livre, e, segundo, porque inclui a opção de instalar firmware proprietário em seus kernels.

No entanto, o instalador Debian encoraja os usuários a instalar um sistema livre. Aqueles que querem usar as seções non-free e contrib tem que adicioná-los à lista de fontes de repositórios próprios. Da mesma forma, os usuários podem optar por não utilizar firmware proprietário ao instalar. Com essas opções, você pode facilmente instalar um sistema Debian totalmente livre se for a sua escolha.

4. As imagens de instalação são enormes, para Download

Uma versão completa do Debian pode ser contida em 51 CDs e, é provável, poderá levar mais de 24 horas para serem baixados.

No entanto, a maioria dos usuários preferem um live CD, ou uma imagem de instalação de rede de 180 MB, ou uma instalação de cartão de 40 MB. A instalação levará mais tempo a partir dessas soluções porque elas têm de baixar da Internet os pacote que não vem com as mesmas. Mas com elas, você pode estar pronto para instalar em cinco minutos ou menos.

3. Os mantenedores Debian são muito hostis

Há uma década atrás, os mantenedores Debian tinham a reputação de serem indiferentes, grosseiros e sarcásticos. Atualmente, podemos encontrar discussões acaloradas nas listas de discussão do projeto, mas de muitas maneiras Debian é claro em seus atos.

Uma das razão para a mudança reside no fato de que os mantenedores solitários estão cada vez mais dando lugar a equipes, os membros do projeto estão mais preocupados com o bom relacionamento com as pessoas.

Nos últimos anos, o projeto também instituiu um código de conduta para suas listas de discussão, uma declaração de diversidade, uma equipe anti-assédio e padrões de respeito para eventos.

Se esses esforços visam incentivar uma atmosfera amigável ou refletem apenas uma determinação entre os líderes do Debian para aparentar isso é uma questão aberta. Mas é verdade que o projeto Debian parece um lugar mais acolhedor hoje do que era há cinco anos.

2. Debian não é compatível com o Ubuntu

Esta afirmação é importante porque o Ubuntu contém documentação e aplicativos proprietários em seus repositórios que alguns usuários podem querer instalar. Além disso, quando um projeto derivado deseja um ciclo de liberação mais curto, atualmente, eles preferem fazê-lo para o Ubuntu.

O fato é que, como o Ubuntu toma emprestado muitos de seus pacotes do Debian Testing ou dos repositórios Unstable, as duas distribuições terão sempre um elevado grau de compatibilidade. Ao mesmo tempo, o Ubuntu continua a diferenciar-se do Debian e outros demais distribuições debian-like, logo, essa compatibilidade tenderá a cair com o tempo.

Até onde eu sei, ninguém controla o nível dessa compatibilidade. Mas, de acordo com uma apresentação feita pelo líder do projeto Debian, Stefano Zacchiroli, em 2011, 74% dos pacotes do Ubuntu são tirados diretamente de repositórios do Debian e 18% são de pacotes adaptados. (Os 7% restantes são obtidos do upstream). Estes números sugerem que dois de cada três pacotes são compatíveis em ambos os sistemas. Provavelmente, as chances são ainda melhores se o pacote não fizer parte do núcleo do sistema.

1. Debian é irrelevante hoje

Em grande medida, o Ubuntu agora desfruta da popularidade que o Debian tinha uma década atrás. Inovador onde Debian está preocupado com a estabilidade, user-friendly, onde Debian tem uma reputação de ser idealizado para especialistas, poderiam dizer que o Ubuntu tornou o Debian irrelevante.

Uma análise mais atenta, porém, mostra que, se o Debian em si está menos popular do que era antes, a sua influência tornou-se maior do que nunca. Além Ubuntu em si, 147 das 321 distribuições listadas na Distrowatch baseiam-se em  Debian. Adicionando-se as distribuições derivadas do Ubuntu, chegaremos a 234 distros derivadas direta ou indiretamente do Debian (73% das distribuições existentes). Este é um acréssimo de 10% em relação há dois anos atrás, e a inclui entre as três distribuições das cinco principais mais procuradas - Linux Mint, Ubuntu e Debian.

Em vez dizer que tornou-se irrelevante, hoje Debian está mais influente do que nunca. Pode-se dizer que se tornou o maior projeto upstream do desktop Linux.

Vivendo sob os rumores

Tecnicamente e socialmente, o Debian tem muitos pontos a seu favor. O Seu sistema mantenedor garante que apenas pessoas habituadas com projetos de upstream  estejam habilitadas a supervisionar seus pacotes, e os testes destes pacotes incluem padrões rigorosos.

Tão importante quanto isso, está uma das mais fortes provas de que uma distribuição baseada na comunidade pode ser tão bem sucedida como uma comercial. Alguns usuários também a apoiam pelo simples fato de que ela oferece uma posição rígida e diferenciada quanto ao software livre, que é independente da Free Software Foundation.

Entretanto, muitas pessoas acabam deixando-se influenciar pelos mitos quando pensam em adotar Debian - baseadas em rumores de que nunca foram verdade ou que há muito tempo deixam de ser verdade.

Quando você resolver olhar através dos mitos, atualmente você não terá motivo algum para não considerar Debian ao invés de outras distros que têm uma reputação melhor por conta da facilidade de uso. Além de umas poucas qualificações que eu mencionei, o Debian moderno merece ser um candidato sério quando você se decidir trocar de distro.

Fonte: Datamation
Reproduced with permission.
Copyright 1999-2013 QuinStreet, Inc. All rights reserved.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Arte oficial do Debian Wheezy

Em junho do ano passado já havíamos comentado sobre o ganhador do concurso de arte para o tema que seria o padrão do Debian Wheezy.

De acordo com este anúncio no site oficial do Debian, logotipos Debian podem ser utilizados livremente, tanto para fins não-comerciais como comerciais.

Além disso, a arte final para o Wheezy foi publicada oficialmente apenas alguns dias após o Debian Installer RC1 ser lançado. A obra de arte está seguindo um padrão light-blue. Você pode baixar um arquivo contendo a obra de arte aqui. O pacote contém arquivos PNG e SVG para o grub, o instalador Debian, syslinux e até mesmo peças de arte para fins de merchandising (como camisetas, canecas, etc.)


Como publicamos ontem uma etiqueta não oficial para mídias de CD ou DVD Debian, gostaríamos de republicar as oficiais do projeto.


CD:


DVD case:


Confira as imagens do tema completo em nosso post da época.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Debian Squeeze no Fantástico


Em uma reportagem exibida na noite do domingo do dia 24/03 pelo Fantástico, da Rede Globo,  que trazia o tema "Neurocientista mostra avanços em projeto para paraplégico andar na Copa", é possível ver em um dos computadores do laboratório o papel de parede do tema oficial da versão Squeezy do Debian GNU/Linux. O tema se chama SpaceFun e foi desenvolvida pelo nosso colega Valéssio Brito para o Debina 6.0.

Muito provavelmente o que foi exibido no vídeo trata-se do NeuroDebian, que é um projeto baseado em Debian com implementações de ferramentas científicas para a área da Neurociência. 

Abaixo reproduzimos todo o vídeo da matéria, mas você pode conferir que o NeuroDebian aparece a partir dos 7min26s:


Arte para CD/DVD do Debian


O artista gráfico MiroZarta disponibilizou no deviantART etiquetas para serem impressas diretamente em mídias de CD/DVD tanto para Debian Squeeze como para Wheezy. Não é um trabalho oficial mas eu gostei muito do resultado final. É indicado para quem costuma difundir o Projeto Debian mundo afora ou para quem gosta de distribuir uma mídia nos install fest da vida.



Também indico seu lindo conjunto de wallpapers com o tema Space.

Essa matéria foi baseada na dica do +Eder Jordan.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Debian Wheezy está às portas



Artigo traduzido do The H Online

A equipe de lançamento do Debian está entrando em uma fase decisiva, em relação ao Debian 7.0, também conhecido como "Wheezy". Na sequência desse lançamento, uma lista de bugs considerados críticos foi reduzida para menos de uma centena. Sendo assim, os desenvolvedores já decidiram ignorar os problemas em questão, e liberarão os pacotes caso os patches não sejam apresentados em breve. No entanto, eles só vão aceitar pequenas correções para os problemas em questão, e não irão mexer em outras partes do sistema, pois estão tentando seguir em frente com o lançamento. 

 Além dos outros trabalhos de desenvolvimento, um Release Candidate para o novo instalador Debian está disponível há mais de um mês. Levando em consideração a atual fase desse trabalho, é possível que o Debian Wheezy possa ser liberado durante o feriado da Páscoa. Para que isso aconteça o bug 703419 precisa ser corrigido, referente ao término do conteúdo das notas de lançamento para o Wheezy.

domingo, 17 de março de 2013

Bluetooth do DELL Inspiron N4050 no Debian


Já havia tratado desse assunto em um post anterior. Entretanto, o módulo compilado naquela ocasião era muito bugado e o bluetooth funcionava quando queria ou funcionava mal.

Pesquisando por aí descobri que o módulo do pacote linux-firmware mais recentes funciona perfeitamente para o bluetooth do DELL Inspiron N4050.

Mas tal pacote tem que ser buscado direto da fonte; o pegaremos diretamente do git. Sendo assim, instalemos, primeiramente, o git:
sudo aptitude install git
Para não deixarmos lixo em nossa home, façamos a clonagem do git na pasta tmp, siga os comandos na sequência.
cd /tmp
git clone git://git.kernel.org/pub/scm/linux/kernel/git/dwmw2/linux-firmware.git
sudo cp linux-firmware/ath3k-1.fw /lib/firmware
Agora basta reiniciarmos o sistema e usarmos nossos dispositivos bluetooth.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dando um upgrade no Debian Squeeze



É do conhecimento de todos que as versões estáveis do Debian prezam exatamente pela estabilidade e segurança de seu sistema. Por isso mesmo, todo seu conjunto de pacotes são mantidos, durante toda a virgência da stable, em uma mesma versão ocorrendo somente atualizações de correção de segurança e bugs. Entre o congelamento da distribuição ainda no testing até o esgotamento do período da stable pode transcorrer um período próximo dos dois anos e meio. Todo esse tempo no cenário atual da tecnologia significa muita coisa. Para terem uma ideia, o Iceweasel, navegador padrão do Debian, está na versão 3.5.16 no Squeeze, enquanto que, atualmente, ele já está na versão 19 (a mesma versão equivalente do Firefox).

É claro, dispomos de pacotes mais atuais nos repositórios backports e até podemos hibridizar o Debian com repositórios do testing, experimental ou mesmo do Sid. Ainda há, também, a possibilidade de utilizarmos repositório de terceiros, principalmente de distribuições derivadas do Debian em que os seus mantenedores acabam por empacotar pacotes mais recentes para seus sistemas. E é exatamente essa última opção que utilizaremos aqui.

Utilizaremos repositórios da distribuição SolusOS, que é baseada no Debian Stable mantendo toda sua base mas adicionando um conjunto de pacotes mais recentes. Claro, você poderia simplesmente partir para a instalação do próprio SolusOS em seu computador, mas para aqueles que, como eu, não preferem se dispor de seu amado Debian usam os repositórios daquele para atualizar os pacotes deste. Mas vamos aos procedimentos! Estando com o seu Debian Squeeze devidamente instalado, deixe sua /etc/apt/sources.list como esta:
# Debian
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ squeeze/updates main contrib non-free
# Debian backports
deb http://backports.debian.org/debian-backports squeeze-backports main contrib non-free
# SolusOS
deb http://packages.solusos.com/ eveline main import upstream non-free
# Debian Mozilla Team
deb http://mozilla.debian.net/ squeeze-backports iceweasel-release
Agora devemos criar o arquivo  /etc/apt/preferences com as seguintes linhas:
# SolusOS Packages
Package: *
Pin: release a=eveline
Pin-Priority: 700
# Debian backports
Package: *
Pin: release a=squeeze-backports
Pin-Priority: 650 
Atualizamos a lista de pacotes e instalamos a chave do apt para o SolusOS:
sudo aptitude update
sudo aptitude install solusos-keyring
Agora aplicamos as atualizações existentes e reiniciamos o sistema:
sudo aptitude safe-upgrade
Muitos pacotes do GNOME serão atualizados, além de diversos outros aplicativos. Entretanto, outras aplicações importantes como o Iceweasel, o LibreOffice, gimp, etc, precisarão de uma atualização manual.

O SoluOS utiliza o Firefox (sempre a versão mais recente) como navegador padrão; você pode até instalá-lo, desde que desinstale o Iceweasel. Mas, desejando apenas ter o Iceweasel para a versão corrente apenas digite:
sudo aptitude install -t squeeze-backports iceweasel
Para atualizar a suíte de escritório, basta digitarmos:
sudo aptitude install libreoffice libreoffice3.6-pt-br libreoffice-l10n-pt-br myspell-pt-br
Que tal instalarmos um kernel mais atual? O time do SolusOS empacotou as versões 3.3, 3.5 e 3.6. Instalemos essa última:
sudo aptitude install linux-image-3.6
Agora reinicie e inicialize por esse kernel.

Editado: Acabei constatando que instalar o último kernel nem sempre é a melhor opção. Pelo menos para o meu caso, o kernel instalado acima deixava meu processador trabalhando a quente, meu bluetooth sequer era reconhecido como existente e minha webcam também. O melhor para o meu hardware é o kernel do próprio backports (linux-image-3.2.0-0.bpo.4-amd64). Fica a dica!

Bom, são muitas as possibilidade de se aproveitar os repositórios do SolusOS. Você poderá inicializar a Central de Aplicativos que foi instalada por padrão e dar uma verificada nas opções. Por exemplo, é possível instalar por ela o Skype, drivers mais recentes da Nvídia, o Deluge bittorrent, os temas faenza e elementary, GnoMenu, Minitube, JDownload, LOVEFiLM e Netflix, Pidgin mais recente, VLC 2.x, e vários outros pacotes que você não encontra no Debian original.

Fonte: http://goo.gl/VRS35

domingo, 10 de março de 2013

Sincronizando Calibre e Kobo eReader no Debian Wheezy


Quem me conhece sabe que minha maior paixão é a leitura. Estou sempre com um livro na mão ou no notebook lendo de tudo. Bom, estava. Depois de muitos problemas com dores na coluna, ombros, braços e mãos, problemas de visão, etc (não por conta dos livros, mas da leitura frequênte através do notebook) resolvi comprar um eReader. Pesquisei bastante, pesei os prós e contras, cheguei a comprar um tablet de 7" baratinho só pra experimentar a leitura e conclui que o melhor é utilizar um dispositivo próprio para essa finalidade. Enfim, comprei um Kobo Glo. E esse gadget tornou-se meu inseparável companheiro de todas as horas. Adeus dores na coluna, ombros, braços, etc; apesar de não poder mais dar jeito com a visão, pelo menos não a canso mais por conta da luminosidade do notebook. A leitura com o Kobo é muito agradável até mesmo sob o sol em um domingo na praia!

Leitores habituados com ebooks sabem que o melhor gerenciador de biblioteca pessoal é o software livre chamado Calibre. Ele é completíssimo. Além de gerenciar com maestria nossa biblioteca, também permite a conversão entre formatos de ebook e sua sincronização com diversos eReaders do mercado. Mas nesse caso veio um certo desgosto. A versão do Calibre disponível para o Debian Wheezy (0.8.51) não reconhecia o meu Kobo, enquanto que a versão do Ubuntu 13.04 (0.9.18) funcionava perfeitamente. Então, o que fazer? Simples, atualizar a versão do Calibre para a existente nos repositórios Sid (que é a mesma do Ubuntu, claro, já que é onde eles pegam tudo mesmo).

Bom, há algumas maneiras de se fazer isso, como acrescentar o repositório do Sid no sources.list do Wheezy, torná-lo misto, etc. Mas como eu não desejava "violar" o padrão do Testing (estou realmente testando-o), resolvi fazer o download e a instalação manuais dos pacotes necessários. No caso do Wheezy, primeiramente instalamos a versão atual dos próprios respositórios:
sudo aptitude install calibre

Depois de o mesmo estar instalado, vamos fazer download dos seguintes pacotes:

Agora procedemos com a instalação dos mesmos com os seguintes comandos na mesma sequência:
sudo dpkg -i calibre-bin_0.9.18+dfsg-1_amd64.deb
sudo dpkg -i  calibre_0.9.18+dfsg-1_all.deb

Pronto, agora basta gerenciar e transferir seus ebooks para seu Kobo e boa leitura!

Observações:
1. O pacote calibre-bin que passei aí é para 64 bits, se o seu for 32 bits deverá pegar este:  calibre-bin;
2. Esses procedimentos, infelizmente, não servem para o Squeeze. Não sei se existe a versão mais atual, por exemplo, nos backports.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Instalando Ubuntu 13.04 com GNOME Shell 3.8


Há muita gente ansiosa por experimentar o GNOME Shell 3.8 e não têm tido êxito em fazê-lo no Debian, mesmo no SID ou Experimental. Bom, tenho que admitir que a melhor forma de conseguir isso é no Ubuntu 13.04, e foi o que fez e relatou Bill Toulas no blog World of Gnome.
Nesse post transcrevo uma adaptação traduzida das instruções do Toulas.
Primeiramente você precisará da imagem do Ubuntu 13.04 conseguida em aqui e proceder com a instalação da forma habitual. Claro que você acabará no ambiente Unity e, se tentar instalar o GNOME pelos repositórios do sistema terá apenas o GNOME Shell 3.6.

Para instalarmos a versão 3.8 precisaremos adicionar apenas mais dois repositórios (ou três, se você gosta de aventuras). Mas eles não podem ser adicionados simultaneamente. Primeiro adicionamos o repositório do GNOME 3Team e prosseguir com a atualização normal com os seguintes comandos:
sudo add-apt-repository ppa:gnome3-team/gnome3
sudo apt-get upgrade

Agora devemos adicionar o repositório Ricotz testing que contém pacotes de ponta do Shell, gtk, glib, clutter e demais aplicativos. Adicione-os assim:
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/testing
sudo apt-get upgrade

Se você quiser obter alguns componentes mais recentes do Gnome e arriscar a estabilidade do sistema ainda mais, então você pode usar o repositório de teste Ricotz staging que pode ser usado corretamente apenas se tiver adicionado os dois anteriores.
sudo add-apt-repository ppa:ricotz/staging
sudo apt-get upgrade

Após a atualização, você terá mais recente versão do Gnome Shell disponível, com muitos aplicativos e utilitários da versão correspondente. Note que alguns ainda vão ficar na versão 3.6.x, pelo menos por enquanto.

Você não pode usar qualquer uma das extensões, temas GTK ou GS que você está usando no Gnome 3,6, devido à incompatibilidade de costume, mas você pode e deve testar a sua portabilidade, se você é um criador, para ser um dos primeiros a oferecer conteúdo para a versão 3.8.

Fonte:World of Gnome

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Iceweasel Beta no Debian



Todos sabem que, por conta da política Debian pela estabilidade e segurança, a versão do seu navegador padrão, Iceweasel, encontra-se muito desatualizado com relação a atual versão do Firefox. Por conta dos repositório backport e do Mozilla Debian APT do Squeeze, a atualização do Iceweasel é algo muito fácil de se obter. Mas já com suas outras versões, como o Wheezy ou SID as coisas complicam-se um pouco mais.
Em um post anterior vimos como foi até fácil atualizar o Iceweasel para a versão 17 através do repositório experimental, mas agora a versão 18 foi liberada e não estamos mais conseguindo atualizar nosso navegador por conta de uma dependência (libnss3) que não está disponível naquele repositório.
Não desejando utilizar-me de procedimentos "gambiarras" resolvi instalar a versão beta do Iceweasel que encontra-se no repositório do Mozilla Debian APT no lugar da versão atual. Assim, para quem desejar ter a versão 19 do Iceweasel, siga os procedimentos:
Acrescente o seguinte repositório em seu arquivo /etc/apt/sources.list:
deb http://mozilla.debian.net/ experimental iceweasel-beta 
Atualize a listagem de programas disponíveis nos repositórios e nstale a chave do Mozilla Debian APT:
sudo aptitude update
sudo aptitude install pkg-mozilla-archive-keyring 
E agora atualize o Iceweasel instalando a nova versão:
sudo apt-get install -t experimental iceweasel